Webminal a maneira mais fácil de aprender sobre o terminal do Linux

A maior dificuldade de novos usuários que migram para o Linux é o terminal.  Para muitos a tela preta é um enorme quebra cabeça e dificulta muito a utilização, em especial  para quem não está familiarizados com essa poderosa ferramenta.

Dominar o terminal requer certa dedicação e estudo, afinal, é uma ferramenta que proporciona inúmeras possibilidades ao usuário, desde configurações, manipulação de arquivos e outras tantas. Existem centenas de sites, canais no youtube e materiais que tratam o assunto de forma a possibilitar um aprendizado mais eficaz, mas ainda assim muitas pessoas ainda torcem o nariz para a linha de comando.

Para quem está chegando no Linux é importante que o básico dos comandos em um terminal sejam  entendidos, haja visto que, mesmo aquelas distribuições que possuem ferramentas gráficas para configurações e automatização requerem a intervenção via linha de comando, sendo então necessário entender ao menos o essencial.

Para você que está cegando ao universo Linux e busca aprender mais sobre linha de comando, o site Webminal te oferece de forma gratuita e interativa (aprendendo e fazendo), em um terminal online, a praticar e usar as ferramentas mais comuns utilizadas no terminal.

Para usar o Webminal, basta registrar-se no site criando uma conta (em inglês) , e botar a mão na massa, realizando as atividades disponíveis. Então, o que você está esperando? Mãos a obra e bons estudos.

Via genbeta.com

Anúncios

Momento nostalgia – Linux 5.0?

Linux 5.0
A matéria falava da versão 5.0 do Conectiva Linux

Não há nada mais gratificante do que rememorar boas lembranças. Naquele dia 05 de outubro de 2000, numa quinta-feira, ao abrir o caderno de informática do Jornal Estado de Minas, tive um encontro que mudou para sempre minha visão sobre a tecnologia. Hoje, dando uma organizada em algumas coisas, encontrei este encarte, o qual jurava ter perdido e resolvi compartilhar com vocês esse momento nostálgico.

Jornal Estado de Minas
Clique na imagem para ver em tela cheia a matéria de capa.

A matéria começava falando da Linux Expo Brasil, que tinha acontecido uma semana antes da cidade de São Paulo e tratava o sistema operacional desenvolvido por Linus Torvalds como a principal estrela do evento. Na capa, uma foto do saudoso Conectiva Linux versão 5.0, a qual guardo com todo o carinho e esmero junto com o encarte do jornal, aguçou minha curiosidade. Não que eu já não tivesse ouvido falar do sistema. Algum tempo antes, numa conversa informal com amigos, isso na porta de uma funerária, o Linux chamou minha atenção justamente pelo fato de ser livre e seguro.

Conectiva

O texto também apontava as vantagens do sistema, o qual era bem mais barato que uma versão paga do Windows e permitia ao usuário promover modificações em seu código fonte. Me recordo de ter pago 88 reais na caixa do Conectiva 5. Ali começava minha verdadeira aventura no mundo da tecnologia.

Como disse o autor da matéria, “quem conhece o Windows e passa a utilizar o Linux, fica virtualmente apaixonado”. Realmente Laércio Vasconcelos não estava errado. Aquilo foi amor a primeira vista. Eu tinha que pôr a mão naquela caixa e instalar o Linux em meu velho Pentium MMX. Lógico que eu não tinha nenhuma noção de como comprar e nem como instalar aquele sistema, mas era isso que eu queria. Naquela época eu já usava dois discos rígidos e decretei que o segundo seria usado para o Linux. O grande barato daquilo tudo era saber que o sistema poderia coexistir numa boa com o Windows, então era descobrir onde comprar e instalar.

Download
Clique na imagem para ler o texto completo.

Um fator desanimador, e que hoje seria o menor dos problemas, era conseguir uma cópia online. A matéria falava em 18 horas para baixar todo o sistema. Hoje porém a história é outra, em menos de vinte minutos podemos baixar, dependendo da conexão, um DVD do Debian, Ubuntu, openSuse, Fedora dentre outros inúmeros sabores de Linux existentes e disponíveis. Porém, usando conexão discada naquela época e um maldito winmodem, essa tarefa estava bem distante de minha realidade. Naquele mesmo dia, após pesquisar depois da meia-noite – sim, as conexões eram feitas após a meia noite para baratear a conta telefônica – comprei meu Conectiva 5.

Programas e Interface
No detalhe acima o WindowMaker desenvolvido pelo brasileiro Alfredo Kojima e abaixo o KDE

A matéria além de mostrar screens de programas, o saudoso WindowMaker criado pelo brasileiro Alfredo Kojima, o KDE talvez em sua versão 1 ou 2 e lógico, a facilidade de instalação do sistema, o que na verdade não foi tão fácil assim para um principiante como eu, demonstrava o potencial do sistema para o mercado de trabalho, terminando suas conclusões mencionado que o Linux não era mais uma curiosidade acadêmica, mas sim um sistema maduro, robusto e seguro. Alguém duvida disso?

Ao longo desses quinze anos, o qual tive o incomensurável prazer de instalar o Conectiva 5 e dar minhas primeiras cacetadas no sistema de Linus, uma coisa é certa, o prazer é indescritível. Aprendi muito com o sistema do pinguim. Lógico que nem tudo foram flores. O caminho das pedras foi longo. Um dos fatores que mais dificultaram esse processo era a falta de documentação. O BR-Linux de Augusto Campos era até então um dos poucos sites que tratavam do assunto. Era e talvez seja o porto seguro de muitos usuários até hoje. A Conectiva também tinha um vasto material que ajudava e também atrapalhava em alguns momentos. O certo é que essa caminhada proporcionou além do conhecimento, amigos, boas discussões e até esse modesto blog.

Vale a pena usar Linux em seus computadores? Sempre me questionam isso. Nunca titubeei, claro que vale! As oportunidades são muitas e a curva de aprendizado é maior ainda.

Coleção
Versões do Conectiva Linux adquiridas em caixa. A versão 10 foi baixada direto do site.

Desde o Conectiva 5, passando pela versão seis, sete, oito, nove e finalizando na versão 10 do sistema, as quais tenho guardadas com muito carinho, cada uma me proporcionou alguma alegria e tristeza ao mesmo tempo. Após a fusão da Conectiva e Mandrake que resultou no Mandriva, experimentei um pouco de cada distro existente no mercado. Hoje uso o Debian e tenho uma enorme certeza, o Linux mudou minha forma de ver a tecnologia em toda a sua amplitude.

E você, como conheceu o Linux? Conte pra gente sua experiência com o sistema do pinguim.

Instale o Copy no Ubuntu e derivados através de PPA

Copy

Com o fim do serviço Ubuntu One pela Canonical, muitos usuários começaram a buscar alternativas de serviços na nuvem. Dentre as inúmeros serviços disponíveis, o Copy se destaca pela quantidade de espaço disponibilizado para seus usuários, são 15 GB. Convidando alguém, você ainda ganha mais 5 GB, o que acaba sendo uma quantidade considerável e o melhor, de graça. Existem pacotes que você pode comprar pagando mensalmente ou anualmente. Vale a pena dar uma boa olhada.

Uma das desvantagens do Copy é sua instalação, o que pode deixar usuários menos familiarizados com alguma dificuldade.

Para minimizar essa situação foi disponibilizado por Paolo Rotolo um PPA para o Ubuntu e derivados, o qual simplifica consideravelmente a instalação. Vamos lá.

No terminal, vamos adicionar o PPA e fazer a instalação do programa:

sudo add-apt-repository ppa:paolorotolo/copy

sudo apt-get update

sudo apt-get install copy

Feita a instalação, basta abrir o app e entrar com sua conta ou realizar seu cadastro.

Um pequeno inconveniente ocorre após a instalação do Copy nas versões 13.10 e 14.04 do Ubuntu. O indicador no menu não funciona corretamente no Unity. Para isso é necessário efetuar sua correção. No terminal entre com os comandos conforme abaixo:

cd /tmp

wget https://github.com/hotice/webupd8/raw/master/libdbusmenu-gtk-$(arch).tar.gz

tar -xvf libdbusmenu-gtk*

sudo cp /tmp/libdbusmenu-gtk*/* /opt/copy-client/

Após o procedimento encerre o processo CopyAgent com o comado:

killall CopyAgent

Inicie novamente o app e o indicador estará funcionando normalmente.

Gostou do post? Deixei seu comentário e até a próxima =)

Via WebUPD8

Removendo versões antigas do kernel no openSuSe usando o Zypper

openSuSeCom as atualizações do kernel, é sempre bom dar uma olhada como anda a capacidade da partição boot do sistema.  Não encontrei no Yast uma maneira automatizada de remover versões antigas do kernel no openSuSe, para isto, foi necessário recorrer a linha de comando.

No terminal, proceda da seguinte forma, lembrando que tais comandos devem ser feitos como root e toda intervenção como super usuário deve ser feita com cautela, pois comandos errados podem danificar seu sistema.

 A primeira coisa a ser feita é listar as versões instaladas do kernel:

 #zypper se -si ‘kernel*’

 Além das versões instaladas, existe também uma versão kernel-firmware a qual não deverá ser removida. Serão listadas as versões instaladas conforme abaixo:

 #zypper se -si ‘kernel*’

kernel-desktop-3.12.3-2.3.gf37dca6.x86_64

kernel-firmware-20130714git-2.1.1-noarch

kernel-desktop-3.12.5.3.2.g48b587a.x86_64

kernel-desktop-3.12.5-4.1.g3848a14.x86_64

 Com o comando acima, todas as versões do kernel serão listadas. Posteriormente é necessário descobrir qual a versão utilizada pelo sistema, para isso digite:

 #uname -r

 A saída desse comando será algo como 3.12.5-4.1.g3848a14-desktop (versão do kernel corrente instalada e em uso)

 Agora iremos remover a ou as versões que não estão em uso. Como mencionado, o comando deve ser realizado como root.

 # zypper rm kerneldesktop-3.12.3-2.3.gf37dca6.x86_64

 O comando acima exclui o kernel antigo, devendo ser repetida se houver mais de uma versão instalada.

Gostou da dica? Deixe seu comentário. Até a próxima =)