El Capitan: a volta por cima da Apple?

El Capitan

Saudações meus leitores. No exato momento em que digito esse texto, estou baixando a versão Beta 5 do El Capitan pela App Store.

Escrever sobre um sistema beta é como dar um tiro no pé. Travamentos, erros, problemas de incompatibilidade de hardware e software, enfim, um monte de coisas erradas pode redundar numa enorme dor de cabeça. Por isso o velho conselho: faça por conta e risco!

Pois bem, como usuário Linux, uma coisa aprendi a duras boas penas: Testar é o que há. Sim, testando e enviando aos desenvolvedores seu feedback, além de ajudar a melhorar a qualidade do software, você vai se ambientando com as novidades e testando o que há de melhor e pior também.

No caso do OS X, creio que a Apple fez bem em permitir os pobres mortais não desenvolvedores testar seus betas. Esse tipo de usuário é o que, pelo menos em tese, usa a coisa como “usuário”, sem se preocupar com questões de desenvolvimento e de quebra também ajuda no produto final.

Venho desde o Yosemite acompanhando as versões de testes. Nunca havia instalado. Acompanhava nos sites especializados as informações e avaliava as novidades. Voltando um pouco no tempo, lá no Snow Leopard, sistema que iniciei minha aventura no mundo Apple, percebi que de lá pra cá as coisas mudaram muito. Mudaram pra pior, deixo isso bem claro. O Lion chegou com uma nova proposta, novidades bacanas. Depois o Mountain Lion, Mavericks e por fim o Yosemite. Todos eles com muitas coisas interessantes, muitos recursos, porém, faltava o mais importante.: estabilidade. Vi muito cho-ro-rô nos fóruns da vida.

Muitos dirão que isso é papo, que cada um teve qualidade e que isso é coisa de computação. Sim, concordo, porém a Apple criou tanta coisa, enfiou tanta bobagem no sistema que o principal foi esquecido, a simplicidade e estabilidade de outros tempos no Mac OS.

Resisti muito em baixar e instalar o El Capitan para testes. Porém, aproveitando um final de semana prolongado, achei que era hora de ver se meu velho iMac de 2009 estaria apto a rodar o sistema novo. Baixei a imagem, gravei o pendrive e taca-le pau. Instalei!

Como disse no início do texto, falar de uma versão beta é como dar um tiro no próprio pé. Não da pra saber se o produto final vai ficar bacana. Teste é teste e quando a coisa é pra valer, o que importa é estar cem por cento. De uma coisa eu tenho certeza, o El Capitan vem tendo uma performance bacana no meu iMac Core 2 Duo. Isso me fez recordar os bons tempos do Snow Leopard. Não duvidem, não estou exagerando. Não falo isso da boca pra fora ou para agradar Tim Cook. O sistema está realmente muito fluido, rápido, bonito e acreditem, muito estável, mesmo sendo um beta.

Para meus testes, não instalei nenhum programa de terceiros tipo Office, Firefox e outros que uso com frequência. Estou usando os Apps do iWork, o Safari, coisa rara de acontecer e o Mail como de costume. Até editei um filme no iMovie pra ver seu aguentava o tranco. Passou pelo meu crivo.

Resumindo essa bagaça, acho que agora estão acertando na mão e vão lançar algo decente, sem desmerecer as ouras versões é claro. Creio que o lance não é entupir o sistema com zilhões de bobagens, mas sim voltar aos tempos em que os usuários da maçã tinham orgulho de dizer que usavam o melhor sistema operacional do mundo.

Que assim seja, afinal, essa é a proposta do El Capitan. Meus testes continuam no meu velho iMac CD2 e na medida do possível irei relatar nos comentários as novidades,  performance e características legais da nova versão. Por fim e mais importante, deixo claro que estamos falando de um Core 2 Duo! Não pensem que isso aqui se compara com um i7. Não mesmo!

Tá valendo a pena testar? Muito. Recomendo quem puder fazer, porém deixo claro que é um risco usar sistemas beta em máquinas de produção. Faça por sua conta e risco. Agora se me permitem, peço sua licença, o sistema necessita reiniciar para instalar o beta 5 que acabou de ser baixado.

E os testes continuam, bem como o desejo de um sistema melhor, mais robusto e menos problemático como os anteriores, afinal, essa deve ser a última versão que meu iMac irá receber.

Hastala vista e até a próxima. =)

Good bye! Apple

good bye

Saudações povo bacana! Pra começar, desejo a todos um 2015 repleto de realizações e muita tecnologia, especialmente para quem curte software livre, Linux e afins.

Bom, vamos direto ao assunto e sem muitas delongas. Faz tempo que quero escrever sobre isso, mas sempre deixava pra segundo plano, afinal, dar ibope para coisa ruim é melhor ficar calado. Porém, chega um momento que certas ações nos levam a uma profunda reflexão e é o momento de dar um basta. Nesse caso em especial, hoje me despeço da Apple. Pelo menos em partes!

Em 2009 entrei para o grupo de usuários do OS X. Um sonho antigo, porém realizado num momento em que os preços dos produtos da maçã no Brasil ainda eram justos. Com a aquisição do meu velho guerreiro iMac pude conhecer uma parte boa do universo UNIX. Durante este período de aprendizado e conhecimento, tive a oportunidade de trabalhar com o melhor de dois mundos Mac OS e Linux, sendo o segundo minha grande paixão.

Após o iMac veio um MacBook White, o iPad 1, 2 e o Mini Retina, além de dois iPhones (3GS e 4), os quais deixei de lado por motivos bem pessoais (iOS para este que vos escreve é bom somente no iPad). Desses, hoje o iMac e iPad Mini são os que sobraram dessa grande aventura.

Tudo bem que os produtos da Apple são muito bons, mas após o Snow Leopard ela vem se perdendo em tantas firúlas inseridas no OS X, que o sistema não é mais o mesmo. Isso falarei num próximo post, talvez.

Na verdade minha despedida da maçã é simplesmente pela falta de respeito com o consumidor brasileiro. Tá certo que os produtos são bons, mas sejamos coerentes, não vejo motivo real e justo para investir num notebook de entrada valendo mais de 5 mil Dilmas e tão pouco num celular de 2.500 reais, apesar deste não ser meu foco. Gosto mesmo é de Android!

Absurdo, imoral e incoerente. Respeito quem pode pagar essa quantia exorbitante, mas não consigo viver de ostentação. Creio que com essa grana, pode-se adquirir coisas mais importantes.

no-apple

Analisando esse aumento, coisa injustificada por sinal, acho que o mais coerente é boicotar esses produtos. É o que farei doravante. Temos boas opções no mercado e que suprem muitíssimo MacBooks e iMacs.

Por fim, isso de alguma forma me foi bastante útil. A grana guardada para o MacBook Air será investida em algo mais importante. Por enquanto me despeço da Apple com uma única certeza: mais ricos com meu suado dinheiro eles não ficarão. Não mesmo!

Meus primeiros passos com Raspberry Pi

RasPi Inside

Saudações povo bacana! Após uma boa temporada sem postar, eis que tirei um tempinho para relatar minhas aventuras com meu novo brinquedo, o Raspberry Pi.

Antes de iniciar meu relato, gostaria de esclarecer alguns pontos interessantes sobre esse fantástico computador. Muitos talvez desconhecem, mas esse pequeno grande notável surgiu como uma alternativa para ensinar a criançada a programar e fuçar em eletrônica. O projeto no entanto ganhou a simpatia dos nerds e geeks de plantão e acabou virando coisa de gente grande. No site do Raspberry existem inúmeros relatos de casos de sucesso de uso do computador mais barato do mundo.

O RasPi, como vou tratá-lo doravante, é vendido pelo preço aproximado de $35 (Obamas), isso lá fora. Aqui no Brasil, um país de tolos, o preço gira em torno de R$180,00 (Dilmas) na Farnell Newark, com todos os tributos inclusos, sendo este o melhor preço em terras tupiniquins. Coisas do Brasil…

Quando li algumas publicações sobre o RasPi, confesso que não dei muita atenção. Achava que era coisa de maluco. Eis que após muitos relatos, em especial no Br-Linux e Br-Mac, culpa do Augusto Campos, interessei pelo produto e acabei entrando para o time de doidos.

Adianto que as possibilidades com o RasPi são muitas. Pode-se criar um pouco de tudo. Não que ele seja um computador completo, afinal, com 700 Mhz de processamento, 512 de RAM e um processador ARM, não dá pra esperar muitas coisa dessa maquininha. Ledo engano! O RasPi proporciona bastante coisa interessante. Ah, antes que eu me esqueça, existem dois modelos, o “A” e o “B”. Optei pelo segundo em virtude do dobro da velocidade e a porta Ethernet. =)

Raspberry Pi

Com o computador na mão, comecei organizar as coisas como queria. Inicialmente minha proposta foi montar um servidor de arquivos. De quebra deixaria o Apache configurado juntamente com o PHP e MySQL para brincar de programação nas horas vagas. Para fazer todas essa parafernália funcionar é necessário baixar o sistema operacional e botar a mão na massa.

No site do projeto você pode baixar uma das imagens disponíveis. Lá você encontra o Raspbian, customização do Debian para o RasPi, uma versão do Arch Linux para processadores ARM, o Risc OS, o Pidora, versão customizada do Fedora além do OpenELEC e RaspBMC, ambas voltadas para montar um servidor multimídia. No meu caso, optei pela imagem do Raspbian, o qual gira em torno de 400Mb.

Para fazer o bicho funcionar é necessário instalar a imagem em um cartão SD. O RasPi possui um slot para este tipo de cartão. Sugere-se um cartão de 4 GB, no meu caso, optei por um de  8 GB. Vai saber o que vamos utilizar não é? Com a imagem baixada e descompactada você pode fazer a transferência pelo Linux usando o comando “dd” [dd bs=8M if=imagem_raspbian.img of=/dev/sdxx] ou então pode utilizar o Windows para gravar. Todas as minhas tentativas com o dd foram frustradas, não consegui dar o boot no cartão, sendo assim, optei pelo uso do Win32DiskImager. Você pode baixar ele aqui. O processo é bem simples e rápido. Feito o procedimento, basta cutucar o cartão no slot e partir para o boot.

O RasPi possui uma entrada Ethernet, duas portas USB, uma VGA, uma HDMI, além da saída de som e entrada de energia. Se você quiser usá-lo apenas na linha de comando, por padrão o SSH já vem habilitado bastando apenas conectar o cabo de rede e ligá-lo. Obviamente muitos gostam de fuçar na interface gráfica, sendo assim, antes de ligar o aparelho é fundamental conectar o teclado e o mouse bem como a entrada de vídeo. Feitas as conexões, basta ligar a energia, o qual pode ser feito com um carregador micro-usb. A maioria dos carregadores funcionam porém, fique atento, a fonte ideal tem que ter 5 V com  500mA para o modelo A. O modelo B necessita de 1 A.

Se todo o procedimento acima tiver corrido normalmente (procedimento de gravação da imagem), após o boot o sistema entra em modo texto e fica aguardando o usuário configurá-lo. Usando o comando “raspi-conf”, o sistema abre um configurador onde o usuário pode dar uma personalizada no sistema e deixá-lo redondinho. Isso porém, irei tratar em outros tópicos onde vou relatar os primeiros passos do processo de configuração básica até a configuração do servidor de arquivos, Apache dentre outras experiências com o RasPi. Fiquem ligados e até lá!

O que vocês estão fazendo com a Apple?

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Se, de onde ele está, pudesse mandar uma mensagem para os responsáveis pela Apple, Jobs não seria nem um pouco educado e amável. Faz algumas semanas que venho acompanhando através das redes sociais e alguns sites a situação nada agradável das ações da maçã. Pode até ser um momento ruim do mercado da tecnologia, embora não creio, no entanto, se observarmos os tropeços e a falta de algo realmente novo, podemos julgar que a ausência de Jobs tem sido talvez o grande problema da maior empresa de tecnologia do mundo.

Desde o lançamento dos iPod, passando pelo iPhone e iPad  faz tempo que a Apple não lança nada inovador. Não venha me dizer que o iPhone 5 ou o iPad Mini são inovações! Não são mesmo. São evoluções, nada mais que isso. Na verdade, eles ainda devem estar abalados com a falta do seu grande timoneiro ou estão se perdendo na qualidade de seus produtos, o que consequentemente impede as cabeças pensantes da empresa colocar inovações no mercado. O que lançaram ano passado por exemplo, não foram inovações, mas sim evoluções de produtos que fizeram a Apple ser reconhecida como uma grande empresa, mas que agora, anda sem rumo, perdida no limbo de seu sucesso do passado.

Apesar de minha visão ser apensa uma opinião pessoal, é notório que a magia de novos lançamentos tenha se perdido após a morte de Jobs. Eles até tentam, mas o brilho das keynotes e de novos lançamentos ficam ofuscados com a falta de inovações. Enquanto Samsung, Sony, HTC, dentre outras empresas e até Nokia, que anda com as pernas bambas por causa de sua omissão no passado, estão se saindo melhor que a Apple. E nem adianta vir dizer que o iPhone é o melhor telefone do mundo, que o iPad reina no universo dos tablets. Isso pode até ser uma verdade atual, mas se a Apple não se mexer, certamente voltará a ser apenas uma empresa que fabrica produtos para uma pequena elite de fãs, que pagam caro pra ostentar uma marca.

Não sei o que eles pretendem com essa tal tela retina, novo App de mapas e o tal Siri, pelo menos para este que vos escreve, são uma tremenda bobagem, não agregam inovações e tornam os produtos bem mais caros. Se optassem por telas maiores, possibilidade de expansão, produtos intermediários, não que isso seja inovação, sem dúvida já estariam dando um passo significativo. Vide os novos MacBooks retina por exemplo. Aparelhos caros e sem inovações significativas. Tenho observado também, como usuário do iMac e iPad, que a qualidade do software está muito aquém de quem um dia ostentou ser dono de um dos mais avançados sistemas operacionais do mundo. O OS X Mountain Lion de hoje, não se compara ao Snow Leopard de ontem, um sistema sólido e bem acabado. O Mountain Lion, por exemplo, é um consumidor abusivo de bateria, está mais lento, trava e não tem aquela solidez de antes. O mesmo acontece com o iOS que estacionou no tempo. Sua inovação foi ganhar multi tarefa, no mais, permanece o mais do mesmo. Por fim e muito pior, é essa tentativa de integrar SO´s no Mac e iPad, deixando-os com a mesma característica. Estão fazendo a mesma burrada que a Microsoft com seu Windows 8.

O que podemos aferir disso tudo é que a Apple já não é mais a mesma e já desconfiam de sua capacidade de inovar. Faz um bom tempo que pedem inovações, em especial seus usuários, mas para a infelicidade de todos a empresa se mantém fechada, em todos os sentidos. Com isso, acaba dando munição à concorrência. Talvez seja a hora dos homens responsáveis pela Apple começarem a escutar mais e pensar menos, afinal, a tecnologia é feita de oportunidades e inovações, não apenas de marca.

Hora de escolher a sua plataforma para desenvolvimento

Imagem original: http://luiztools.com/image.axd?picture=2012%2F6%2FMobilePlatforms.png

Dando continuidade ao assunto abordado no último post, os tablets chegaram ao mercado e com eles surgiram novas opções para quem quer garantir uma boa oportunidade de emprego ou renda no desenvolvimento de aplicações móveis.

 Hoje o mercado se divide em dois principais sistemas operacionais móveis – Android e iOS. Além dos dois, existem outros sistemas de menor utilização como o quase extinto Symbian e MeeGo da Nokia, o BlackBerry e mais recentemente o Windows 8, sistema da Microsoft que é usado tanto nos PC’s quantos nos tablets da empresa.

 O Android, sistema desenvolvido pelo Google em parceria com diversos fabricantes de telefones, tem como base o sistema operacional Linux e a linguagem de programação Java. Seu desenvolvimento é aberto através de ferramenta específica (SDK), e possibilita ao desenvolvedor acesso a todas as API’s para criação de qualquer tipo de aplicação, seja para smartphones ou tablets. A grande vantagem está em poder desenvolver em qualquer plataforma, seja Linux, Windows e Mac.

 Já a Apple, possui uma ferramenta completa para desenvolvimento de aplicações para o iOS, sistema operacional do iPhone, iPad, iPod e AppleTV. Um dos problemas no entanto para quem quer desenvolver para essa plataforma está primeiramente no preço. É necessário pagar U$100 anuais para ter acesso a todas as ferramentas, além de mais 30% do valor do aplicativo a ser disponibilizado em sua loja online. O segundo e talvez mais complexo é que todo o desenvolvimento é feito apenas em computadores da Apple, o que dificulta sobremaneira, especialmente devido aos preços dos computadores da empresa.

Avaliando os prós e os contras, os dois sistemas operacionais prometem inúmeras vantagens aos desenvolvedores. Basta no entanto saber utilizar as linguagens e as ferramentas e ter criatividade. Certamente qualquer programador terá chance de garantir uma boa receita com a venda de aplicativos, seja na App Store ou no Google Play. Então, o que você está esperando? Mãos a obra!