Personalizar é preciso

Um dos grandes baratos pra quem utiliza distribuições Linux é o poder de personalização. O amadurecimento do GNOME e KDE, ambientes que sofreram mudanças radicais nos últimos tempos, já permite ao usuário dar seu toque final, deixando o desktop bonito e agradável ao uso. Além dos dois ambientes citados,  o XFCE, Cinnamon, Mate e tantos outros possibilitam dar aquele gás na área de trabalho.

O GNOME, meu ambiente predileto,  com a mudança radical da versão 2 para 3, perdeu sua funcionalidade no quesito usabilidade e também no poder de personalização, fazendo com que me afastasse do projeto, buscando outras alternativas existentes. Um aspecto que deixo claro é que ainda sou apegado ao modelo janelas, visto que para as minhas tarefas, ainda é, sem dúvida nenhuma o melhor para minha produtividade.

Passei pelo KDE, XFCE, Cinnamon, Mate, LXDE e por fim o Unity, especialmente no Ubuntu 16.04, onde pude definitivamente retirar aquela barra lateral e colocar ela embaixo, deixando o desktop mais “minha cara”.

Pois bem, sempre deixei uma máquina com o GNOME instalado, onde realizo meus testes na interface, buscando uma maior otimização. O legal do GNOME Shell no entanto são as extensões. Através delas o usuário pode conseguir resultados bacanas na otimização do desktop. Assim sendo, com base nos meus últimos testes e, após um feedback positivo de algumas pessoas, resolvi descrever de forma sucinta meus ajustes até chegar ao desktop ideal. Vale lembrar que, nem sempre o que me agrada, vai te agradar, porém, a extensões que usei podem lhe ser úteis para personalizar o seu ambiente, deixando-o com a sua cara.

Para dar um toque “janelas”, o qual eu ainda sou adepto, usei a extensão Dash to Panel. Ela pega o painel superior do GNOME e posiciona-o de acordo com sua necessidade. Pode ser mantido no topo ou embaixo. A grande sacada dessa extensão é que ela permite adicionar ao painel, atalhos dos aplicativos, além de otimizar a barra de forma a distribuir melhor as informações. Você pode baixar a extensão clicando aqui.

Após instalada as extensões dash to panel e transparent gnome panel, basta o usuário configurar o painel de acordo com sua necessidade.
Configuração da extensão dash to panel com painel colocado embaixo e configurações específicas dos ícones e espaçamento.

Para dar um toque mais clean, visto que a barra permanecerá na cor preta, você pode usar a extensão Transparent Gnome Panel. Ela não tem uma configuração detalhada. Ao ser instalada ela deixa a barra transparente. Existem outras soluções para tal, inclusive possibilitado configurações avançadas, porém recomendo esta, a qual pode ser instalada por aqui.

No detalhe, o painel transparente com o uso da extensão Transparent Gnome Panel

Por fim, apesar de bonitos os ícones do GNOME, optei por algo mais moderno. Usei por um tempo os ícones FAENZA, só que uma nova variante desses ícones surgiu, a qual na minha opinião deixou a interface mais bonita. Para esse ajuste instalei os ícones Obsidian-1. No terminal digite:

sudo add-apt-repository ppa:noobslab/icons -y

sudo apt update && sudo apt install obsidian-1-icons -y

 

Pra finalizar a mudança, instalei também o tema Adapta-Gtk. Este tema trabalha com o conceito material design, o que da um toque especial na interface em conjunto com os ícones Obsidian-1. Para instalar o tema, digite no terminal:

sudo add-apt-repository ppa:tista/adapta -y

sudo apt update && sudo apt install adapta-gtk-theme adapata-backgrounds -y

 

Feito isto, basta personalizar a sua interface de acordo com sua necessidade, dando seu toque pessoal ao desktop e aplicar um papel de parede de sua preferência.

Antes de finalizar, lembre-se que para instalar as extensões do GNOME na sua distribuição é necessário instalar um plugin para o Firefox. No Chrome esse plugin já vem instalado. No Firefox, em extensões, procure por “chrome-gnome-shell” e proceda a instalação. Assim será possível instalar extensões através do site GNOME Extensions.

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Atualizando o Adobe flash plugin no Debian 8

flash

Fala povo bacana! O post hoje é relâmpago e trata de como atualizar o plugin do Adobe Flash no Debian.

Normalmente, quando o plugin está desatualizado, o Iceweasel mostra uma mensagem sugerindo ao usuário permitir a execução do plugin ou bloquear. Para resolver isso, abra o terminal de digite como root:

#update-flashplugin-nonfree –install

O sistema vai baixar a nova versão e instalar. Após,  reinicie ou abra o navegador e pronto.

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[]’s

Dica de como instalar o Popcorn-Time no Debian sem sofrimento

Debian Popcorn-Time

A dica de hoje é bastante rápida e ensina de maneira bem simples como instalar o Popcorn-Time no Debian com GNOME sem muita dor de cabeça.

Vá ao site do projeto e baixe a versão do Popocorn-Time. Após baixar o arquivo, crie uma pasta “Popcorn-Time” na sua pasta do usuário e descompacte o aqruivo “.tar.xz” usando o seguinte comando:

tar -xJf “nome do arquivo”

Antes de continuar o processo, vale lembrar que o Popcorn-Time possui um executável e clicando no mesmo, este abre o programa normalmente. O que faremos é colocar o ícone do programa no menu de aplicações correspondente. Para isso, é necessário criar e editar o arquivo “Popcorntime.desktop” em “/usr/share/applications“. Sendo assim, abra o terminal e digite:

sudo gedit  /usr/share/applications/Popcorntime.desktop

Após digitar o comando acima, o Gedit abrirá, então digite o conteúdo abaixo:

[Desktop Entry]
Name=Popcorn Time
GenericName=Movies
Comment=Movies
Exec=/home/usuario/Popcorn-Time/Popcorn-Time %U
Terminal=false
Icon=/home/usuario/Popcorn-Time/popcorntime.png
Type=Application
Categories=AudioVideo;Filmes;

Note que, onde se lê “usuario“, este está relacionado ao nome do usuário do computador. Fique atento nesta parte!

Após inserir o código no arquivo, salve o mesmo e feche sua sessão atual. Ao voltar, o ícone estará disponível em “Aplicações/Multimídia“.

Sem título

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[]’s

Instale o MATE 1.8.1 no Ubuntu 14.04 LTS

Ubuntu Mate

O Mate é um ambiente que leva os saudosistas aos bons tempos do GNOME 2. Recentemente foi anunciado pela comunidade que a versão 14.10 do Ubuntu terá um novo membro na família o Ubuntu Mate Remix.

Para quem curte testar versões em desenvolvimento, no site do projeto Mate existem imagens do Ubuntu Mate 14.10 para serem baixadas e testadas. Já para quem usa a versão 14.04 LTS, está disponível o repositório para instalação do ambiente em sua máquina.

Vale lembrar que para a instalação do Mate 1.8.1 em seu Ubuntu, serão instalados pacotes de terceiros como visualizadores de arquivos (Caja), de imagens (Visualizador do Mate), dentre outros pacotes. De antemão isso não irá prejudicar seu sistema. Ao menos aqui tá redondinho =)

ATENÇÃO! Qualquer tipo de instalação, especialmente de programas em desenvolvimento, podem ocorrer falhas e instabilidade. Se tem certeza de que quer atualizar, faça isso por sua conta e risco!

Para instalação, com o terminal aberto, é necessário habilitar os repositórios, para isso digite:

sudo apt-add-repository ppa:ubuntu-mate-dev/ppa
sudo apt-add-repository ppa:ubuntu-mate-dev/trusty-mate
sudo apt-get update && sudo apt-get upgrade
sudo apt-get install – –no-install-recommends ubuntu-mate-core ubuntu-mate-desktop

Ao final da instalação será perguntado qual gerenciador de login você quer usar. Como instalei junto ao Ubuntu GNOME, mantive o GDM. Saia de sua sessão atual e no campo de opções selecione o ambiente MATE. Seja feliz =)

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Via OMG Ubuntu

Que tal uma upgrade em seu MacBook White? Eu fiz e recomendo

MackBook White Unibody

Salve povo bacana. Após um pequeno intervalo sem post, não que me falte assunto, só tempo, eis que trago minha experiência recente com meu MacBook White.

Pois bem, em 2011 eu resolvi trocar meu notebook pelo MacBook. Das opções existentes acabei comprado o White. Sim, aquele branquinho que encarde muito, mas ainda consigo deixar ele como novo. Não me arrependo, mas bem que eu poderia ter desembolsado algumas Dilmas a mais e optado por um Pro.

O aparelho foi o último modelo todo branco fabricado pela Apple. É o unibody de 13 polegadas, um Core 2 Duo com 2,4Ghz e que veio com 2 GB de RAM DDR3 e um HD de 250 GB com 5.400 rpm. O grande barato dessa máquina é que ela veio equipada com uma placa de vídeo da NVIDIA, o modelo GeForce 320M de 256 MB, compartilhada com a memória principal. Em tempos de gráficos da Intel, não deixa de ser uma relíquia. Mais specs vocês podem conferir aqui.

Ao longo do uso coloquei mais 2 GB de RAM, cheguei a testar com 8, mas a diferença não foi significativa. Sim, ele suporta mais que o recomendado pelo fabricante, porém achei melhor deixar com quatro.

Posteriormente coloquei um HD de 500 GB. Melhorou bastante, afinal, eram 7.200 rpm, mas como nem tudo são flores, a cada nova versão do OS X a performance ficava sofrível.

Pesquisa daqui e dali, resolvi fazer uma upgrade mais radical. Após trocar ideias com algumas pessoas sobre o assunto e me informar bastante, resolvi aposentar o HD convencional e colocar um SSD. No início fiquei temeroso, não via com bons olhos esse tipo de armazenamento, mas após ler, reler e aprender sobre essa tecnologia e seus macetes, resolvi aderir.

SSD Corsair NEUTRON 250 GB

De todos os SSD que pesquisei, uma ressalva, o preço ainda é salgado, encontrei um modelo bacana, um CORSAIR da série NEUTRON, com 250 GB SATA 3 com um preço bem em conta. Com o HD em mãos fiz a upgrade. Me sugeriram colocar o SSD no local do SuperDrive, achei melhor não. Ainda gravo muitos CD’s e DVD’s e eu não queria capar o notebook.

Quanto a upgrade, não tem mistério, é bem simples. Quem já trocou disco rígido num MacBook não terá dificuldade nenhuma. Optei também pela instalação limpa do sistema operacional. Meus arquivos ficam num HD externo, portanto isso não seria problema. O chato é ter que ficar instalando tudo do zero e ter que fazer as upgrades gigantescas da Apple.

Uso do SSD

Resumindo a brincadeira, o notebook é outro. Impressionante como a velocidade de boot, a qual ficou em torno de dez a onze segundos para subir o sistema, bem como a abertura dos programas, que melhorou absurdamente de forma quase instantânea, inclusive os mais pesados, deu uma nova cara pro branquelo. Óbvio que estamos falando de um Core 2 Duo de 2.4 GHz, mas a performance do sistema ficou espetacularmente boa, sem falar que a bateria agradeceu, afinal, os SSD utilizam pouca energia em relação aos HD’s convencionais. Ganhei mais duas horas de carga. Com isso, o White ganhou uma ótima sobrevida. Resta saber até qual versão do OS X a Apple vai liberar para esse grande guerreiro futuramente.