Instale o app não oficial do WhatsApp no Linux

Disponível apenas para a plataforma Windows, Mac, Android e iOS, o WhatsApp ainda não chegou oficialmente para os usuários Linux. Nesse quesito o Telegram está anos luz na frente. Apesar dessa limitação, a turma do software livre não deixou por menos e disponibilizou o cliente não oficial do aplicativo para quem utiliza o sistema do pinguim.

Utilizando o Electron, framework para desenvolvimento de ferramentas em JavaScript, HTML e CSS, o que de alguma forma consome alguns mega bytes a mais, o app não oficial do comunicador mais famoso do mundo cumpre bem o que promete, podendo ser instalando tanto no Linux, Windows e Mac.

Alguns recursos encontrados no WhatsApp Desktop

– Suporte para notificações de desktop nativas

– Ícone com contagem de notificações e na bandeja do sistema

– Abrir links no navegador

– Acesso a informação do telefone

– Pesquisa dos contatos

– Opções de personalização como avatar, definição de tamanho de fonte e visualização, configurações de proxy, dentre outras.

Quer testar o WhatsApp Desktop não oficial em sua distribuição? Clique aqui e visite a página do projeto e baixe o binário correspondente ao seu sistema.

Gostou da dica? Então deixe seu comentário e até a próxima!

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Lançado o Debian 9 Stretch

Depois de 26 meses de desenvolvimento, o projeto Debian tem o orgulho de apresentar a sua nova versão estável 9 (codinome “Stretch”), que será suportada durante os próximos 5 anos, graças ao trabalho combinado da equipe de Segurança do Debian e da equipe de Suporte de Longo Prazo do Debian.

O Debian 9 é dedicado ao fundador do projeto, Ian Murdock, que faleceu em 28 de dezembro de 2015.

Na “Stretch”, a variante MySQL padrão agora é o MariaDB. A substituição dos pacotes do MySQL 5.5 ou 5.6 pela variante MariaDB 10.1 acontecerá automaticamente na atualização.

O Firefox e o Thunderbird retornam ao Debian com o lançamento da “Stretch”, e substituem as suas versões com as marcas removidas Iceweasel e Icedove, que estiveram presentes no repositório por mais de 10 anos.

Graças ao projeto “Reproducible Builds”, mais de 90% dos pacotes fonte incluídos no Debian 9 construirão pacotes binários idênticos bit-a-bit. Essa é uma funcionalidade de verificação importante que protege os usuários contra tentativas maliciosas de adulterar compiladores e redes de construção. Versões futuras do Debian incluirão ferramentas e metadados para que usuários finais possam validar a procedência de pacotes dentro do repositório.

Administradores e aquelas pessoas que estão em ambientes sensíveis a segurança podem se confortar em saber que o sistema gráfico X não exige mais privilégios de “root” para executar.

A versão “Stretch” é a primeira versão do Debian a apresentar a ramificação “modern” do GnuPG no pacote “gnupg”. Isso traz criptografia de curva elíptica, padrões melhores, uma arquitetura mais modular e suporte melhorado a smartcards. Nós continuaremos a fornecer a ramificação “classic” do GnuPG como gnupg1 para pessoas que precisam dela, mas agora ela está obsoleta.

Os pacotes de depuração estão mais fáceis de obter e usar no Debian 9 “Stretch”. Um novo repositório “dbg-sym” pode ser adicionado à lista de fontes do APT para fornecer símbolos de depuração automaticamente para vários pacotes.

O suporte a UEFI (“Unified Extensible Firmware Interface”), introduzido primeiramente na “Wheezy”, continua a ser consideravelmente melhorado na “Stretch”, e também suporta a instalação em firmware UEFI de 32 bits com um kernel de 64 bits. As imagens Debian live agora incluem suporte à inicialização UEFI como uma nova funcionalidade, também.

Esta versão inclui vários pacotes de software atualizados, tais como:

Apache 2.4.25
Asterisk 13.14.1
Chromium 59.0.3071.86
Firefox 45.9 (no pacote firefox-esr)
GIMP 2.8.18
uma versão atualizada do ambiente de área de trabalho GNOME 3.22
Coleção de Compiladores GNU 6.3
GnuPG 2.1
Golang 1.7
KDE Frameworks 5.28, KDE Plasma 5.8, KDE Applications 16.08 e 16.04 para componentes PIM
LibreOffice 5.2
Linux 4.9
MariaDB 10.1
MATE 1.16
OpenJDK 8
Perl 5.24
PHP 7.0
PostgreSQL 9.6
Python 2.7.13 e 3.5.3
Ruby 2.3
Samba 4.5
systemd 232
Thunderbird 45.8
Tomcat 8.5
Xen Hypervisor
o ambiente de área de trabalho Xfce 4.12
mais de 51.000 outros pacotes de software prontos para uso, construídos a partir de pouco mais de 25.000 pacotes fonte.

Com essa ampla seleção de pacotes e seu tradicional amplo suporte de arquiteturas, o Debian mais uma vez se mantém fiel ao seu objetivo de ser o sistema operacional universal. Ele é apropriado para muitos casos diferentes de uso: de sistemas desktop a netbooks; de servidores de desenvolvimento a sistemas de cluster; e para servidores de bancos de dados, web ou armazenamento. Ao mesmo tempo, esforços adicionais para garantia de qualidade, como instalação automática e testes de atualização para todos os pacotes do repositório do Debian asseguram que a “Stretch” satisfaz as altas expectativas que os usuários têm de uma versão estável do Debian.

Um total de dez arquiteturas são suportadas: PC de 64 bits / Intel EM64T / x86-64 (amd64), PC de 32 bits / Intel IA-32 (i386), PowerPC de 64 bits little-endian da Motorola/IBM (ppc64el), IBM S/390 de 64 bits (s390x), para ARM, armel e armhf para hardware de 32 bits antigo e mais recente, além de arm64 para a arquitetura de 64 bits “AArch64”, e para MIPS, em adição às duas arquiteturas de 32 bits mips (big-endian) e mipsel (little-endian), há uma nova arquitetura mips64el para hardware de 64 bits little-endian. O suporte para PowerPC de 32 bits da Motorola/IBM (powerpc) foi removido na “Stretch”.

Para testar o Debian 9 em um live CD ou pendrives, clique aqui para baixar a imagem, caso prefira realizar uma instalação diretamente no disco, clique aqui.

Créditos: Projeto Debian

Dicas básicas para evitar dores de cabeça com seu computador

Recentemente fui convidado pelo amigo Ítalo Coutinho para escrever sobre tecnologia em sua coluna, no Jornal de Negócios. Confesso que a tarefa num primeiro momento pareceu difícil, afinal, substituir o Professor Eduardo Melo não seria nada fácil. Apesar do receio, aceitei a proposta e botei a mão no teclado. Os textos, como poderão ver, são simples e tratam basicamente de tecnologia e dicas. Apesar do jornal possuir um site bacana, achei interessante trazer o material aqui para o blog, no intuito de contribuir com nossos frequentadores. Como disse, o material é simples mas acredito que pode ser útil. Semanalmente irei publicar um texto. O primeiro vai tratar de um assunto bastante o oportuno e espero que ajude aos usuários mais leigos. Vamos tratar de segurança, anti-vírus e pirataria. Espero que gostem. Forte abraço!

Dicas básicas para evitar dores de cabeça com seu computador

Sabe qual o melhor antivírus para computador? Você! Isso mesmo. Pode parecer estranho, mas se você adota medidas básicas de segurança quando tem um computador, isto reduz em mais de 50% de chances de sofrer algum problema com vírus, trojans e afins. Mas como fazer isso? Abaixo seguem dicas simples e básicas que irão proporcionar uma boa dose de segurança.

1) Ao adquirir seu computador, exija software original. Não abra mão disso! Um dos maiores problemas de infecção por pragas virtuais reside justamente nos softwares piratas. Além de ser crime previsto na Lei nº 9.609/98 de 20 de fevereiro de 1998, onde os programas de computador foram incluídos no âmbito dos direitos autorais, sendo proibidas a reprodução, a cópia, o aluguel e a utilização de cópias feitas sem autorização do titular do software, você ainda fica sem as atualizações de segurança liberadas pelo fabricante, assim, seu sistema estará vulnerável e totalmente desprotegido.

2) Não clique em tudo que ver por aí. Prudência é a palavra chave antes de matar seu desejo de acessar aquela suposta imagem ou mesmo uma notícia que chamou sua atenção. É através de sua curiosidade que a grande maioria dos crimes virtuais acontece. Evite abrir arquivos de e-mails desconhecidos. Nunca responda questionários de bancos e entidades do governo. Eles jamais entram em contato usando esse recurso. Como no volante, onde “na dúvida não ultrapasse”, na frente do computador “tendo dúvida, nunca clique.”

3) Site possuem códigos, códigos possuem programação. Se você é daqueles que adora visitar um site para baixa um programa, buscar uma chave válida para liberar um software pirata ou curte dar uma passadinha em sites adultos, tome cuidado. Ali reside um grande problema. Como todo site aceita códigos maliciosos, existe uma grande probabilidade de seu sistema ser infectado, ainda mais se estiver desatualizado.

4) Pra finalizar, talvez essa seja a dica mais importante. Use um bom antivírus, porém não se esqueça, tem que ser original! Se você não quer comprar, tudo bem. Existem ótimas opções free em sites como o Baixaqui, Super-Downloads e até mesmo no site de fabricantes como o Avira, Avast, dentre outros. Basta baixar configurar e usar sem moderação. Não se esqueça também de configurar o firewall do seus sistema. Ele contribui bastante para proteger seus dados.

Dizem que santo de casa sozinho não faz milagre. Portanto, seguindo essas dicas básicas, tendo um bom antivírus e um firewall devidamente configurado e não sendo tão curioso(a), certamente você terá boas chances de evitar problemas com crimes digitais.

Semana que vem tem mais. Gostou? Participe deixando seu comentário.

Até a próxima!  []`s

Mais um ano de estrada

4 anos de estrada

Foi com esse sugestivo título “Linuxers, respeitem a Microsoft!” que a quatro anos, numa manhã quente de 19 de agosto de 2007, um ensolarado dia de domingo, que nascia o Caminho Livre.

Não me culpem por deixar passar a data desapercebida. Não escrevi no dia do aniversário devido a uma viagem de trabalho e, apenas hoje, consegui um tempinho pra relembrar aquele dia em que entrei pra blogosfera. O importante na verdade é não deixar de manifestar sobre os quatro anos do blog, espaço este que uso para falar de um pouco de tudo e de também ser um repositório de ideias.

Apesar de estar um pouco atarefado, aos poucos venho tentando voltar a atividade com mais frequência. Nada que se compare aos 27 posts daquele mês, mas vamos ajustando o tempo, a vida e o delicioso exercício de escrever sobre Linux, tecnologia e afins, para trazer um pouco de tudo aqui pro blog. Por pouco o blog não comemora essa data junto com o anúncio inicial do Linux!

Vida longa ao Caminho Livre, ao Linux e a tecnologia. 🙂

Tá na hora de começar a pensar grande!

Salve navegantes! Andei sumido. Faz um bom tempo que não escrevo aqui no blog. Não por falta de assunto, mas por falta de tempo. Realmente minha vida mudou muito desde que formei na faculdade. Hoje porém arrumei um tempinho pra escrever e expor algo que me incomoda algum tempo. Ressalto porém que isso é minha opinião. Se te incomoda, não continue lendo. Vai uma sugestão de algo melhor pra você ler.

Antes de iniciar gostaria de frisar que esse mês o Caminho Livre faz aniversário. São quatro anos de muitas conquistas, especialmente a pessoal. Perdi o medo de escrever. Antes eu tinha receio de colocar pra fora minhas ideias, hoje porém exerço essa atividade com mais prazer, mesmo não sendo um escritor nato, mas tento aprimorar a cada post. 😉

Falando em tempo, o assunto de hoje me fez voltar alguns anos atrás, quando iniciei no universo Linux. Bons tempos aqueles. Aprendi muito fuçando no Conectiva, depois Red Hat, dei uma espiadinha no Tech Linux, enveredei nas trilhas do Mandrake, Kurumin, Kalango, Big Linux, depois me apaixonei literalmente pelo Debian e sua customização Debian BR CDD, peguei o finalzinho do SuSe antes dele ficar open, tentei o Mandriva, baixei e gostei das primeiras versões do Open SuSe, aprendi muito com o Slackware e o Fedora, até chegar ao Ubuntu através da Linux Magazine, e por último conheci o Mint. Além das distros citadas, testei outras dezenas, as quais eu comprava nas bancas de jornais, em revistas de informática. Nessa experiência vi uma coisa óbvia, Linux é tudo a mesma coisa. Só muda a capa, porque embaixo do capô o kernel é o mesmo, faz tudo, em todas as distribuições. O que muda é muito pouco.

Tá, fiz um resumo sobre minha pequena experiência com esse fantástico SO que completará seus 20 anos daqui uns dias, mas o que isso tem a ver com o post? Tem tudo a ver!

Apesar de minha correria diária, minha patrulhas ambientais e aquáticas, ainda sobra aquele restinho de noite pra ler sobre Linux, software livre e informática em geral. Sou fã e respiro tecnologia. Gosto de novidades, de lançamentos. Até pouco tempo eu ficava horas pesquisando sobre distros. Fiz um vasto repositório de material referente a todas as distribuições que testei. Nessas pesquisas encontrei algo que sempre me incomodou, ou seja, essa bobagem de ficar com mimimi de que meu Linux é melhor que o seu. Sinceramente, isso tá bastante defasado, fora de moda e de contexto. Linux é um kernel, esse é o grande barato. Está em qualquer distro. O que muda porém é a forma de lidar com pacotes e algumas configurações. Confesso que já tá na hora de parar com essas famosas picuinhas e começar a pensar grande como o Linux merece.

Tá certo que cada um defende seu time. Todos querem ver suas preferências no topo, na moda, mas sinceramente, acho que esse tipo de discussão só faz com que a comunidade se desfragmente e demonstre imaturidade.

Pra um usuário novato, fica parecendo coisa de criança brigando por um brinquedo ou um pedaço de doce. Tá certo que quem usa distro X, vai defendê-la com unhas e dentes. Se é bom pra você no entanto, nem sempre será bom pra mim ou pra outrem. Por isso que existe essa diversidade de distribuições, que fazem com que cada um se adapte ao que melhor lhe convier e pronto.

Nesses útimos 20 anos, o Linux já mostrou ao mundo para que veio e que continuará crescendo e sendo esse fantástico sistema. Só não acho interessante esse lance de ficar bitolado em coisas que não acrescentam nada ao sistema e brigar por paixões mal resolvidas. Defender uma ideia é uma coisa, atacar e ficar criando flames é outra. Vida longa ao Linux, com cada um usando o que mais lhe convier, é claro!