Dica rápida – Apt Update Indicator

Para usuários mais avançados, um apt update && apt upgrade no terminal basta. Para quem está chegando no mundo Debian/Linux, nem sempre o terminal é a solução ideal.

Geralmente alguns já entram de cara e se aprofundam quando o assunto é tela preta, entretanto, outros usuários menos experientes e que não ligam muito para isso preferem a facilidade do modo gráfico.

Acredito que já caiu por terra aquela afirmação de que Linux é difícil. Pode exigir sim um pouco mais de aprofundamento, porém para as tarefas cotidianas já existem soluções que facilitam a vida dos novatos.

No Debian e derivados, o apt é a ferramenta que proporciona a atualização e instalação de pacotes dos repositórios. Já o dpkg facilita a instalação de pacotes avulsos e configurações específicas.

Algumas distribuições definem por padrão que, quando surgirem novos pacotes nos repositórios, a informação é repassada para o usuário no Update Manager do Ubuntu e Gnome packager update por exemplo ou mesmo na bandeja do sistema. No Debian 9, ao menos aqui em minhas máquinas, já pipocaram na tela informações de novos pacotes disponíveis nos repositórios. Para isto basta ir ao terminal e digitar as palavrinhas mágicas sudo apt upgrade && sudo apt upgrade.

Nem sempre essas informações surgem para o usuário. Para facilitar isso, que tal instalar uma extensão do GNOME Shell que lhe avisará sobre novos pacotes?

A extensão Apt Update Indicator é um indicador de atualizações para sistemas Debian e GNOME Shell como ambiente padrão. Com esta extensão o usuário pode verificar as atualizações disponíveis e exibir pacotes locais/obsoletos que podem ser removidos manualmente, dentre outras informações úteis. A sua interface é bem simples e possibilita ao usuário promover as configurações necessárias para visualizar na bandeja do sistema todas as informações referentes as atualizações disponíveis.

Gostou da dica? Deixe seus comentários e até a próxima.

Deixando o GNOME perfeito

O universo Linux tem como vantagem as inúmeras opções de escolha. Seja a distribuição, ambiente, formato de empacotamento, versões do kernel, enfim, há gosto pra qualquer tipo de usuário e talvez esse princípio seja o que mais agrada a gregos e troianos na hora de escolher o que melhor atende a necessidade e gosto de cada um.

Quando o assunto é interface gráfica, as opções se perdem, desde as mais simples até aquelas que exigem um certo grau de conhecimento e refinamento. Há também as que usam mais recursos e aquelas que primam pela leveza, enfim, tem gosto pra tudo e para todos.

Iniciei minha experiência no KDE 2 e terminei na versão 4 no saudoso Conectiva Linux. Com o GNOME minha jornada iniciou na versão 5.04 do Ubuntu e durou até a migração para o Unity. Com a mudança de direção da Canonical para o GNOME e após migrar meus computadores para o Debian 9, resolvi optar pelo GNOME novamente. O KDE Plasma é perfeito, o XFCE é sem dúvida um primor, porém, o GNOME ainda é aquele que atende melhor as minhas necessidades. O problema é que como foi concebido na versão 3, arriscaria dizer que é de doer o coração. Ainda não sei porque insistem nessa mania de convergência do desktop, mas isso e assunto para uma postagem futura.

Pois bem, após instalar o Debian e deixá-lo conforme minhas necessidades, era hora de dar um “tapa” no visual. Já manifestei isso em algumas postagens no twitter e por aqui também. Ainda sou adepto ao padrão “janelas”. Eu só fiz as pazes com o Unity porque deixaram eu colocar a barra de aplicações na parte de baixo de minha tela. Se não fosse isso, talvez estaria de implicância com ele até hoje.

Uma das minhas prioridades após instalar o Debian era moldar o GNOME de acordo com minhas necessidades de uso. Primo pela simplicidade do ambiente. Quanto menos firulas, melhor. Há quem curte informações, ícones e por aí vai, já até fui adepto, hoje gosto do básico. Para executar as alterações que precisava, fui para o GNOME Extensions. Antes de aportar por lá, pesquisei dicas valiosas em busca das melhores extensões para deixar o GNOME redondo e mais produtivo. Após catalogar e testar aquilo que necessitava, coloquei a mão na massa e parti para o abraço.

As melhores extensões para o GNOME na minha modesta opinião são aquelas que primeiro, atendem minhas necessidades e em segundo plano deixam o ambiente digamos, usável. Abaixo listo o que uso em meu desktop e uma breve descrição do que elas fazem.

01 – Arc Menu – Extensão que possibilita inserir um menu estilo Cinnamon. Suas configurações são simples e permitem setar o logo da distribuição, tamanho e ainda colocar um texto personalizado.

02 – Dash to Panel – Talvez a extensão que mais me agradou até o momento. Com ela podemos colocar a barra superior do GNOME em qualquer lugar e ainda inserir ícones personalizados. É aquela extensão indispensável para dar aquele toque final na interface. Ela pode ser colocada tanto no topo quanto nas laterais. Vai agradar aos órfãos do Unity na nova versão do Ubuntu.

03 – Gnome-shutdown button – Um dos grandes gargalos, especialmente para os que nunca mexeram num ambiente linux é encontrar certas opções. Todos sabemos que para desligar o sistema no GNOME é necessário clicar nos ícones da barra do sistema e mandar desligar a máquina. Nada intuitivo para quem está chegando. Essa extensão tem como finalidade simplificar o processo. Habilitada, ela coloca um ícone de desligar na barra e reduz ao mesmo tempo a quantidade de cliques para desligar o computador. Simples e útil.

04 – Openweather – Essa é maquiagem. Gostei dela por que nos últimos dias, em virtude da onda de frio que passou por aqui, possibilitou verificar a quantas andava a temperatura. Frescura útil. É bem personalizável e pode ajudar informando se vai chover ou não, apesar que nem sempre é 100% preciso.

05 – Topicon plus – Essa é outra extensão que me agradou muito. Na moral, os desenvolvedores do GNOME mataram as aulas de “Interface Homem X Máquina”. Aquele negócio de ter que clicar numa seta para ver as aplicações que estão rodando em segundo plano é ridículo. Essa extensão simplifica aquela bobagem, colocando os ícones na barra principal. Muito, mas muito útil e pelo menos não tão bisonha quanto a original.

06 – Transparent gnome panel – Outra extensão que vejo como maquiagem mas que da um plus a mais na personalização. Bem que poderia por exemplo ter a opção de configuração mais avançada, deixando a barra com o efeito “blur” ou algo semelhante. Ela é bem simples, deixa o painel transparente, dando um ar mais clean e menos pesado ao desktop.

07 – User themes – Essa vem por padrão, porem desabilitada. Possibilita ao usuário escolher e setar algum tema instalado.

Instaladas as extensões, basta configurá-las conforme seu gosto e necessidade e usar e abusar. Vale lembrar que para a instalação das extensões é necessário que a extensão chrome-gnome-shell esteja instalada no navegador, no caso aqui o Firefox. Na maioria das vezes o próprio navegador se encarregada de informar sobre essa necessidade. Se não ocorrer isso, busque por ela na loja do Firefox.

Além da extensões, há aquele toque pessoal na intertace. Um belo papel de parede, um bom tema e por fim um conjunto de ícones bem top pode valorizar muito seu desktop. O GNOME tem um conjunto de ícones bonito, porém, existem opções mais bacanas. Aqui uso o conjunto Obsidian Icon Theme. O tema é baseado nos ícones Faenza, sendo otimizados, deixando o ambiente agradável e bonito.

Já para a interface baixei dois temas. O primeiro o OSX-Arc e o tema Arc. O primeiro pode ser baixado em formato DEB e instalado pelo Gdebi ou com o comando no terminal:

sudo dpkg -i  nome_do_arquivo_baixado.deb

e o segundo conjunto de tema, o Arc, pode ser instalado com o comando no terminal:

sudo apt install arc-theme

Feito isto é só personalizar seu desktop de acordo com seu gosto, aplicar aquele papel de parede da hora e usar e abusar de sua criatividade. Da pra usar inclusive a versão dark nesses dois temas, deixando o ambiente ainda mais hard.

Finalizando, as opções de personalização não param por aqui. Existem outras extensões muito interessantes, além é claro de outros belos ícones e temas para seu GNOME. Tem alguma sugestão? Deixe aí nos comentários e compartilhe conosco sua experiência de personalização de seu desktop.

Até a próxima!

Lançado o Debian 9 Stretch

Depois de 26 meses de desenvolvimento, o projeto Debian tem o orgulho de apresentar a sua nova versão estável 9 (codinome “Stretch”), que será suportada durante os próximos 5 anos, graças ao trabalho combinado da equipe de Segurança do Debian e da equipe de Suporte de Longo Prazo do Debian.

O Debian 9 é dedicado ao fundador do projeto, Ian Murdock, que faleceu em 28 de dezembro de 2015.

Na “Stretch”, a variante MySQL padrão agora é o MariaDB. A substituição dos pacotes do MySQL 5.5 ou 5.6 pela variante MariaDB 10.1 acontecerá automaticamente na atualização.

O Firefox e o Thunderbird retornam ao Debian com o lançamento da “Stretch”, e substituem as suas versões com as marcas removidas Iceweasel e Icedove, que estiveram presentes no repositório por mais de 10 anos.

Graças ao projeto “Reproducible Builds”, mais de 90% dos pacotes fonte incluídos no Debian 9 construirão pacotes binários idênticos bit-a-bit. Essa é uma funcionalidade de verificação importante que protege os usuários contra tentativas maliciosas de adulterar compiladores e redes de construção. Versões futuras do Debian incluirão ferramentas e metadados para que usuários finais possam validar a procedência de pacotes dentro do repositório.

Administradores e aquelas pessoas que estão em ambientes sensíveis a segurança podem se confortar em saber que o sistema gráfico X não exige mais privilégios de “root” para executar.

A versão “Stretch” é a primeira versão do Debian a apresentar a ramificação “modern” do GnuPG no pacote “gnupg”. Isso traz criptografia de curva elíptica, padrões melhores, uma arquitetura mais modular e suporte melhorado a smartcards. Nós continuaremos a fornecer a ramificação “classic” do GnuPG como gnupg1 para pessoas que precisam dela, mas agora ela está obsoleta.

Os pacotes de depuração estão mais fáceis de obter e usar no Debian 9 “Stretch”. Um novo repositório “dbg-sym” pode ser adicionado à lista de fontes do APT para fornecer símbolos de depuração automaticamente para vários pacotes.

O suporte a UEFI (“Unified Extensible Firmware Interface”), introduzido primeiramente na “Wheezy”, continua a ser consideravelmente melhorado na “Stretch”, e também suporta a instalação em firmware UEFI de 32 bits com um kernel de 64 bits. As imagens Debian live agora incluem suporte à inicialização UEFI como uma nova funcionalidade, também.

Esta versão inclui vários pacotes de software atualizados, tais como:

Apache 2.4.25
Asterisk 13.14.1
Chromium 59.0.3071.86
Firefox 45.9 (no pacote firefox-esr)
GIMP 2.8.18
uma versão atualizada do ambiente de área de trabalho GNOME 3.22
Coleção de Compiladores GNU 6.3
GnuPG 2.1
Golang 1.7
KDE Frameworks 5.28, KDE Plasma 5.8, KDE Applications 16.08 e 16.04 para componentes PIM
LibreOffice 5.2
Linux 4.9
MariaDB 10.1
MATE 1.16
OpenJDK 8
Perl 5.24
PHP 7.0
PostgreSQL 9.6
Python 2.7.13 e 3.5.3
Ruby 2.3
Samba 4.5
systemd 232
Thunderbird 45.8
Tomcat 8.5
Xen Hypervisor
o ambiente de área de trabalho Xfce 4.12
mais de 51.000 outros pacotes de software prontos para uso, construídos a partir de pouco mais de 25.000 pacotes fonte.

Com essa ampla seleção de pacotes e seu tradicional amplo suporte de arquiteturas, o Debian mais uma vez se mantém fiel ao seu objetivo de ser o sistema operacional universal. Ele é apropriado para muitos casos diferentes de uso: de sistemas desktop a netbooks; de servidores de desenvolvimento a sistemas de cluster; e para servidores de bancos de dados, web ou armazenamento. Ao mesmo tempo, esforços adicionais para garantia de qualidade, como instalação automática e testes de atualização para todos os pacotes do repositório do Debian asseguram que a “Stretch” satisfaz as altas expectativas que os usuários têm de uma versão estável do Debian.

Um total de dez arquiteturas são suportadas: PC de 64 bits / Intel EM64T / x86-64 (amd64), PC de 32 bits / Intel IA-32 (i386), PowerPC de 64 bits little-endian da Motorola/IBM (ppc64el), IBM S/390 de 64 bits (s390x), para ARM, armel e armhf para hardware de 32 bits antigo e mais recente, além de arm64 para a arquitetura de 64 bits “AArch64”, e para MIPS, em adição às duas arquiteturas de 32 bits mips (big-endian) e mipsel (little-endian), há uma nova arquitetura mips64el para hardware de 64 bits little-endian. O suporte para PowerPC de 32 bits da Motorola/IBM (powerpc) foi removido na “Stretch”.

Para testar o Debian 9 em um live CD ou pendrives, clique aqui para baixar a imagem, caso prefira realizar uma instalação diretamente no disco, clique aqui.

Créditos: Projeto Debian

Lançado Debian 8.4 com correções de segurança e atualizações de pacotes

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Foi liberado ontem, 02/04 a mais nova versão do Debian 8.4 e 7.10. Ambas receberam uma série de atualizações de segurança e várias correções de pacotes.

Para maiores informações do lançamento clique aqui para a versão 8.4 e aqui para 7.10.