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Caminho livre

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E você, esta conectado?

Recentemente, uma pesquisa britânica ouviu 500 crianças com idade entre 6 e 15 anos e 54% dos entrevistados afirmaram que usam o Google para sanar suas dúvidas. Outro dado interessante é que um terço dessas crianças também manifestaram que pesquisam seus trabalhos na internet por que acreditam que seus pais não saberiam ajuda-las em suas lições de casa.

Isso pode soar estranho para alguns, afinal, desconsiderar a ajuda dos pais em detrimento de um site de pesquisa é algo inadmissível. Que pai e mãe é esse que não acompanha o desenvolvimento escolar de seus filhos? Segundo levantamentos desse estudo, a maioria dos pais deixam seus filhos realizarem pesquisas na internet tendo em vista suas ocupações laborais ou então porque não sabem a resposta.

Esse assunto nos faz avaliar a questão de estar “conectado” e a real confiabilidade das informações. Hoje temos acesso a qualquer coisa na internet de forma instantânea, basta uma busca em um site de pesquisas para que o resultado apareça na tela do computador, celular e tablet em questão de segundos. Um fato a ser considerado no entanto é que nem sempre essa informação é 100% confiável.

A internet deve ser encarada como um campo desconhecido e cheio de armadilhas. Temos muitas informações, porém, boa parte delas provém de fontes sem nenhuma referência. Com isso, essa mesma informação perde sua credibilidade. Não podemos desconsiderar também os oportunistas que ficam do outro lado da tela, aguardando a próxima vítima. Esses são os mais perigosos.

Vivemos num mundo totalmente digital. Nossa sociedade está em sua grande maioria dependente da tecnologia. Isso é uma realidade que não vai mudar. Portanto, aos resistentes, talvez seja o momento de reavaliar seus conceitos e buscar se integrar nessa nova onda digital, porém devem se cercar de todos os cuidados.

Apesar da tecnologia estar presente em boa parte de nossa vida, recentemente a pesquisa nacional por amostra de domicílio (PNAD) revelou que mais de 77,7 milhões de brasileiros acessaram a internet, isso equivale a 46,5% da população com mais de 10 anos de idade. Analisando os números, podemos aferir que menos da metade dos brasileiros ainda não possuem acesso a rede mundial de computadores. Uma das dificuldades apontadas no estudo está relacionado aos preços dos equipamentos e serviços prestados pelos provedores/empresas de telefonia. Pagamos caro para estar conectado, temos os piores serviços do mundo e o preço dos computadores, mesmo com isenções do governo, são altos. Com isso a classe mais prejudicada é a de baixa renda, a qual não pode abdicar das necessidades básicas para comprar seu primeiro computador.

Em pleno século XXI, ainda temos pessoas que estão na total exclusão digital, e apesar de existirem projeções favoráveis de crescimento nas vendas de computadores e celulares, mais especificamente os smartphones, tem muita gente que ainda permanecerá desconectada.

Mas até onde vale a pena estar conectado? Todos os dias somos bombardeados com essa revolução tecnológica, seja pela TV, laptop, celular ou qualquer outro gadget que nos permita estar on-line. Contudo, isso exige que tenhamos um cuidado especial, principalmente com nossos filhos.

Recentemente tive a oportunidade de assistir o filme CONFIAR (IMAGEM FILMES – 2010), o qual recomendo para todos os pais. Trata-se da história de Liana Liberato, uma garota de 14 anos que vive “conectada”. No desenrolar da história a jovem Liana ganha um notebook de aniversário e dali em diante a sua vida muda drasticamente. É a ficção mostrando a realidade de muitos jovens e adolescentes mundo afora. É nessas horas que vejo o quanto nossos filhos estão vulneráveis e me pergunto se não seria diferente com aquelas crianças inglesas da pesquisa.

É inegável que a tecnologia vem revolucionando o mundo, encurtando caminhos e possibilitando explorar novos horizontes. Por outro lado, ela fez com que nos tornássemos mais vulneráveis, especialmente as crianças e adolescentes. Apesar de não concordar com essa exclusão digital existente no Brasil, onde mais da metade da população não tem acesso a internet, em partes vejo isso com bons olhos. Pelo menos as crianças que fazem parte dessa estatística, se dão ao luxo de poder contar com seus pais na hora de fazer a lição de casa, bem como são mais sociáveis, coisa que a tecnologia vem reduzindo drasticamente.

[]`s

Um iPad no meu caminho

Em setembro de 2009 eu comecei minha jornada no mundo Apple. Apesar de minha relação com a maçã não ter sido muito satisfatória quando comprei meu primeiro iPod, um shuffle, mesmo assim arrisquei e comprei um Macintosh.

A experiência não poderia ter sido melhor. Vindo do mundo linux, não senti nenhuma dificuldade com o Mac OS, pelo contrário, me senti em casa. Naturalmente que existem diferenças, especialmente no quesito usabilidade. Basta ligar e usar, não sendo necessária nenhuma intervenção mais avançada para deixar o sistema redondo.

Ao longo desse período dividi meu tempo usando o Ubuntu em meu laptop e o Mac em casa.  Na verdade o Ubuntu está instalado tanto no notebook quanto no netbook. Uma ressalva, ter um note/netbook é bastante cômodo, mas sinceramente, dois portáteis com a mesma funcionalidade acabam fazendo com que usemos apenas um. Pelo menos foi assim que aconteceu comigo. Diante disso acabei vendendo o netbook. Preferi ficar só com o laptop, afinal, ele atende minhas necessidades.

Outro dia, ou melhor, um ano após comprar o Mac, no finalzinho de setembro passado, acabei me rendendo a outro gadget da maçã. Na verdade foi até por curiosidade. Lendo sobre tablets, fui buscando informações e acabei ficando interessado no iPad. Lembro que  quando de seu lançamento, critiquei muito o aparelho. Sinceramente, não acreditava que aquilo faria sucesso. Pelo menos até então ninguém havia encontrado a fórmula mágica para esse tipo de dispositivo.

Após gastar algumas tecladas, acabei encontrando o gadget por um preço bacana. Bem menor do que oferecido. Em média, o mais barato estava na casa de dois mil reais. Desconfiei na hora daquele valor, afinal, quinhentos reais a menos só poderia ser um modelo xing-ling. Mesmo assim busquei todas as informações daquela oferta e a resposta foi positiva, era realmente um iPad original.

Considerando que eu poderia retirar a compra pessoalmente na capital, não hesitei. No outro dia fui buscar minha encomenda, a qual retirei em mãos. O ponto positivo da compra é que além de original, ainda veio com nota de compra e garantia.

Um mês após essa aquisição, depois de fuçar de todas as maneiras e dissecar o iOS, posso garantir uma coisa. É realmente uma experiência fantástica! O único inconveniente que encontrei, mas que será resolvido com a nova versão do iOS, é a multi-tarefa. Confesso que é muito chato ter que fechar uma aplicação para abrir outra.

Quanto a funcionalidade, bem, não podemos jamais comparar um tablet a um netbook por exemplo, ainda mais no início quando estranhei o multi-touch e o teclado virtual, mas hoje posso afirmar que faço quase tudo no iPad. Só não me arrisquei ainda escrever um post  nele, até mesmo porque acentuar no teclado virtual atrasa muito a agilidade na digitação.

Numa análise mais ampla, o iPad é realmente um complemento para a mobilidade. Acesso a sites, redes de relacionamento, emails, comunicadores instantâneos, notícias, músicas, vídeos e o mais gostoso, leitura. Isso mesmo, ler no aparelho é muito bom. Nada que se compare a um Kindle ou Positivo Alfa devido a tecnologia e-paper, mas é uma experiência legal ler ebooks e PDF no tablet.

Um detalhe porém que não poderia deixar de mencionar é sobre o flash. Quando o iPad foi lançado, muito foi dito sobre  a falta de suporte para a tecnologia da Adobe. Para os que curtem o Youtube, por exemplo, não há o que temer, os vídeos são visualizados normalmente.  Já existem também páginas que proporcionam ver vídeos como as da Globo.com. Portanto posso afirmar que não senti nenhuma falta do flash.

A bateria também é outro diferencial. Uso o tablet para ler, twittar, navegar na net e ler emails. Tenho tido uma experiência positiva com a autonomia da carga. Carrego  o aparelho na energia de dois em dois dias. Usando intercaladamente e deixando em standby, o ciclo de carga para meu iPad fica nessa média.

Resumindo minha experiência, estou muito satisfeito. Mesmo sendo uma plataforma fechada e indo em desencontro com a filosofia de software livre, não da pra negar que o iPad tem o seu diferencial. Uma pena é que apenas agora os fabricantes se deram conta de seu sucesso e começam a lançar seus tablets. Um exemplo é o Galaxy Tab da Samsung. Pena que o preço é salgado.

Certamente esse é apenas o início de uma nova tecnologia que tem tudo para dar certo. O fato é que, após o iPad, os conceitos de tecnologia e interação com sistemas operacionais e softwares não será a mesma.

Até quando seremos trouxas

Às vezes fico me perguntando até quando seremos tratados como palhaços em nosso país. Hoje fui cancelar meu plano 3G na Claro. Após barganhar com a Oi, consegui um preço mais em conta para o Oi Conta Total e  mais alguns benefícios. Portanto não justificava ficar pagando por mais um plano.

Liguei para a operadora (Claro). Fiquei exatamente 35 minutos com o telefone colado na orelha e passei por exatamente 10 operadores, dos quais apenas o último obviamente, cancelou minha assinatura.

Após desligar o telefone, fiz uma reflexão sobre a assinatura tanto na Oi quanto na Claro e concluí que nós, pobres brasileiros somos um bando de trouxas. Isso mesmo, foi assim que me senti. Veja bem. Pelo pacote de 500 Kbps, eu paguei 84 reais mensais. Quando solicitei o cancelamento, foi ofertado um desconto de 20%. Disse que não tinha mais interesse. O atendente então aumentou o desconto para 30% sem compromisso de ficar um ano, podendo cancelá-lo a qualquer tempo. Mais uma vez disse que não queria. Então veio “a proposta”. Me ofereceu 50% de desconto para continuar com o plano.

Nessa hora fiz minha reflexão. Será que realmente andamos pagando o valor justo para esse tipo de serviço? Ô Anatel, acorda! Vê se faz alguma coisa. Será que é tão difícil regulamentar um preço justo por um serviço tão porco que nos oferecem? Se posso pagar 42 reais para não cancelar o plano, porque esse preço não é praticado desde o início? Essa é a dura vida dos brasileiros!