Tá na hora de começar a pensar grande!

Salve navegantes! Andei sumido. Faz um bom tempo que não escrevo aqui no blog. Não por falta de assunto, mas por falta de tempo. Realmente minha vida mudou muito desde que formei na faculdade. Hoje porém arrumei um tempinho pra escrever e expor algo que me incomoda algum tempo. Ressalto porém que isso é minha opinião. Se te incomoda, não continue lendo. Vai uma sugestão de algo melhor pra você ler.

Antes de iniciar gostaria de frisar que esse mês o Caminho Livre faz aniversário. São quatro anos de muitas conquistas, especialmente a pessoal. Perdi o medo de escrever. Antes eu tinha receio de colocar pra fora minhas ideias, hoje porém exerço essa atividade com mais prazer, mesmo não sendo um escritor nato, mas tento aprimorar a cada post.😉

Falando em tempo, o assunto de hoje me fez voltar alguns anos atrás, quando iniciei no universo Linux. Bons tempos aqueles. Aprendi muito fuçando no Conectiva, depois Red Hat, dei uma espiadinha no Tech Linux, enveredei nas trilhas do Mandrake, Kurumin, Kalango, Big Linux, depois me apaixonei literalmente pelo Debian e sua customização Debian BR CDD, peguei o finalzinho do SuSe antes dele ficar open, tentei o Mandriva, baixei e gostei das primeiras versões do Open SuSe, aprendi muito com o Slackware e o Fedora, até chegar ao Ubuntu através da Linux Magazine, e por último conheci o Mint. Além das distros citadas, testei outras dezenas, as quais eu comprava nas bancas de jornais, em revistas de informática. Nessa experiência vi uma coisa óbvia, Linux é tudo a mesma coisa. Só muda a capa, porque embaixo do capô o kernel é o mesmo, faz tudo, em todas as distribuições. O que muda é muito pouco.

Tá, fiz um resumo sobre minha pequena experiência com esse fantástico SO que completará seus 20 anos daqui uns dias, mas o que isso tem a ver com o post? Tem tudo a ver!

Apesar de minha correria diária, minha patrulhas ambientais e aquáticas, ainda sobra aquele restinho de noite pra ler sobre Linux, software livre e informática em geral. Sou fã e respiro tecnologia. Gosto de novidades, de lançamentos. Até pouco tempo eu ficava horas pesquisando sobre distros. Fiz um vasto repositório de material referente a todas as distribuições que testei. Nessas pesquisas encontrei algo que sempre me incomodou, ou seja, essa bobagem de ficar com mimimi de que meu Linux é melhor que o seu. Sinceramente, isso tá bastante defasado, fora de moda e de contexto. Linux é um kernel, esse é o grande barato. Está em qualquer distro. O que muda porém é a forma de lidar com pacotes e algumas configurações. Confesso que já tá na hora de parar com essas famosas picuinhas e começar a pensar grande como o Linux merece.

Tá certo que cada um defende seu time. Todos querem ver suas preferências no topo, na moda, mas sinceramente, acho que esse tipo de discussão só faz com que a comunidade se desfragmente e demonstre imaturidade.

Pra um usuário novato, fica parecendo coisa de criança brigando por um brinquedo ou um pedaço de doce. Tá certo que quem usa distro X, vai defendê-la com unhas e dentes. Se é bom pra você no entanto, nem sempre será bom pra mim ou pra outrem. Por isso que existe essa diversidade de distribuições, que fazem com que cada um se adapte ao que melhor lhe convier e pronto.

Nesses útimos 20 anos, o Linux já mostrou ao mundo para que veio e que continuará crescendo e sendo esse fantástico sistema. Só não acho interessante esse lance de ficar bitolado em coisas que não acrescentam nada ao sistema e brigar por paixões mal resolvidas. Defender uma ideia é uma coisa, atacar e ficar criando flames é outra. Vida longa ao Linux, com cada um usando o que mais lhe convier, é claro!

14 thoughts on “Tá na hora de começar a pensar grande!

  1. Reinaldo 18 de agosto de 2011 / 18:36

    Sensato e objetivo! Preludio de uma ótima retomada.

    Parabéns!

    Curtir

  2. Luiz Felipe 18 de agosto de 2011 / 22:15

    Muito bom cara. Já escrevi sobre isso várias vezes, acho o assunto até clichê, mas também é algo que me incomoda muito e me faz refletir muitas vezes.

    Fico feliz de saber que mais pessoas compartilham desse pensamento.

    Uso o Ubuntu, mas com o shell do Gnome 3, detesto o Unity, acho que ele estragou a distribuição, pelo menos para o meu uso. Porém, assim como você abordou no post, muitas pessoas gostaram dessa nova interface e muitos usuários aderiram ao linux por ela. Ou seja, se algo lhe desagrada numa distribuição, basta trocar para uma que tenha algum pacote diferente que você queira ou modificá-la para suas necessidades, mas sempre será Linux e terá praticamente todas as funções em todas elas.

    Flw, abraço e parabéns!

    Curtir

    • Wendell 21 de agosto de 2011 / 21:02

      Olá Luiz Felipe, realmente ainda são poucas as pessoas que pensam dessa forma. Mas acredito que num futuro não muito distante, essas desavenças vão reduzir, afinal, como mencionei, Linux é Linux🙂

      Curtir

  3. Bruno Oliveira (@bopabopa) 19 de agosto de 2011 / 21:15

    Uso ubuntu e pretendo continuar usando por muito tempo. Sou meio chato, eu visito o site distrowatch, como o ubuntu ta lá a “trocentos” anos na primeira posição, imagino que usando ele terei menos problemas. Não sei a contribuição que faço para o linux tendo essa atitude mas sou apaixonado pelo linux (sempre será bom e sempre será livre), e atualmente é o SO único no meu HD e será por muito tempo. Tenho um viciozinho pelo mario kart 64, como o emulador de linux não pega esse jogo, instalei o XP em dual boot (project64), mas com dois, três dias de instalado o “amiguinho” começou a reiniciar “do nada” aí eu acessei a partição pelo ubuntu, exclui tudo e mandei um “sudo update-grub” e deixei o mario kart 64 pra lá. Por uns tempos!

    Curtir

    • Luiz Felipe 20 de agosto de 2011 / 23:08

      Oloko cara, eu instalei o emulador e está rodando de boa aqui, tanto o mario kart, quanto o zelda – ocarina of time =)

      Tenta remover tudo e instalar de novo ou, quem sabe, atualizar o driver da sua placa de vídeo, talvez resolva.

      Curtir

      • Bruno Oliveira (@bopabopa) 21 de agosto de 2011 / 00:48

        vou tentar parceiro, talvez tenha sido porque eu joguei no controle. Aí na segunda fase da corrida deu erro.

        Curtir

      • Bruno Oliveira (@bopabopa) 23 de agosto de 2011 / 23:03

        Luiz Felipe, é isso “mermo” deu certo. Só configurei w(esquerda), e(direita), i(acelera) e letra o(solta cogumelo) no teclado. tô estudando pra um concurso e agora é só de vez em quando disputar uma partidinha de kart 64 pra relaxar a cabeça. Jogo bom viu parceiro. Só de saber que tá aqui instalado no ubuntu e qualquer coisa é só ligar o emulador já fico contente. Instalei (mupen64plus) pela central de programas ubuntu. Abraço brother.

        Curtir

    • Wendell 21 de agosto de 2011 / 21:04

      Realmente a Canonical fez o que nenhuma outra distribição fez, ou seja, ganhar a confiança e a simpatia do público. Se o Ubuntu está no topo da lista, é porque realmente fizeram o que tinham de fazer, que é divulgar o sistema e fazer um ótimo marketing sobre ele.

      Curtir

  4. Eduardo 21 de agosto de 2011 / 15:26

    Acho que para pensar grande, tá na hora de pensar em uma forma de envolver toda a comunidade linux em algum tipo de projeto focado em INTEROPERABILIDADE. Adoro o linux (atualmente uso o Bodhi Linux) e gosto de poder fazer tudo o que eu quero e preciso com ele. Portanto, uma coisa que me incomoda muito é quando eu sou obrigado a usar uma máquina virtual com um outro SO instalado para fazer uma coisa simples como colocar umas músicas novas no meu Ipod da 6ª geração, que ainda não tem suporte no linux, ou, mais recentemente, ser incapaz de utilizar minha webcam nos clientes de mensagens instantâneas que usam o protocolo msn. O wine até roda as versões mais recentes do Itunes, o que possibilitaria usar o Ipod 6ª geração no linux, mas, para minha grande surpresa, ATÉ HOJE NÃO FOI IMPLEMENTADO O SUPORTE A DISPOSITIVOS USB NO WINE, o que não permite que eu utilize o Ipod via wine. Esses são apenas pequenos exemplos de como é importante juntar todo mundo (todas as comunidades linux, todas as distribuições, enfim, todas as pessoas apaixonadas por esse brilhante e maravilhoso sistema operacional aberto, livre, gratuito e enorme qualidade) e investir pesado em INTEROPERABILIDADE. É chato que a gente tem que dizer para um amigo ou parente a quem tentamos convercer a usar um sistema livre como o linux, que ele ainda não é capaz de fazer determinadas coisas.

    Curtir

    • Wendell 21 de agosto de 2011 / 21:09

      Concordo em partes contigo Eduardo. Essa interoperabilidade seria benéfica se as empresas que hoje desenvolvem para Windows ou mesmo o Mac OS, tivessem uma visão mais livre, o que não é o caso, em especial a Apple que quer tudo nas mãos dela, sem dar opção ao usuário de algo mais configurável, apesar que ela também usa SL. Creio que o Linux possui ótimas opções em relação a softwares proprietários, mas em determinados casos, fica a desejar, aí sim, se existissem opções que minimizassem esses problemas como o uso do iPod, talvez o sistema do pinguim teria maior aceitação do público, mas na atualidade, não vejo isso como um impedimento de uso, é apenas uma questão técnica.🙂

      Curtir

      • Eduardo 21 de agosto de 2011 / 22:57

        Infelizmente, as empresas ainda não levam o linux a sério. Para isso, seria necessário um número expressivo de usuários, que, por sua vez, somente viriam para o linux se pudessem fazer nele tudo o que fazem no outro SO. Isso parece um círculo vicioso, que somente poderia ser quebrado se houvesse condições técnicas para uma plena interoperabilidade. Canonical, Suse, Red Hat, Mandriva e comunidades juntas talvez pudessem quebrar essa barreira.

        Curtir

  5. Luiz Felipe 22 de agosto de 2011 / 01:32

    O problema do Linux sempre foi sua fragmentação e isso se reflete até nos smartphones e tablets. Não foi atoa que a Google comprou a Motorola Mobility, agora sim eu acho que o Android conseguirá competir de igual pra igual com o iOS.
    Vejam a diferença absurda que existe entre o Motorola Xoom, criado mesmo antes da aquisição do Google, que foi desenvolvido com grande integração entre o hardware (Motorola) e o OS (Google), e o Samsung Galaxy. Não tem comparação, e o mesmo acontece entre os PCs e o iMac, mesmo o Windows não se compara ao Mac OS.

    Curtir

  6. João Lellis 4 de outubro de 2011 / 10:28

    Caro Wendell, realmente um texto muito bom e obviamente recheado de verdades incomodantes, essa história de distro war, parece aquele lance quando um exército erra o alvo e acerta as suas próprias tropas, fogo amigo, pois é ao invés da comunidade se reunir, mostrar que é forte e no caso do linux, torna-lo forte, já que a gente pode fazer isso de tantas maneiras, seja melhorando o código ou simplesmente usando, sugerindo mudanças e aplicativos, ou mesmo, servindo como garotos ou garotas propaganda, em qualquer lugar em que eu vá eu levo meu netbook, e nunca perco a oportunidade de mostrar a todos que estão perto de mim, que usar linux, não é bicho de sete cabeças, nem papo de nerd, na verdade acredito que uns 70% dos usuários domésticos se dariam muito melhor num linux amigável, do que se dão hoje com os: seven, vista ou mesmo o longevo xp,
    É isso ai, amigo escreva sempre, um abraço

    Curtir

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s