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O que vocês estão fazendo com a Apple?

janeiro 21, 2013 Deixe um comentário

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Se, de onde ele está, pudesse mandar uma mensagem para os responsáveis pela Apple, Jobs não seria nem um pouco educado e amável. Faz algumas semanas que venho acompanhando através das redes sociais e alguns sites a situação nada agradável das ações da maçã. Pode até ser um momento ruim do mercado da tecnologia, embora não creio, no entanto, se observarmos os tropeços e a falta de algo realmente novo, podemos julgar que a ausência de Jobs tem sido talvez o grande problema da maior empresa de tecnologia do mundo.

Desde o lançamento dos iPod, passando pelo iPhone e iPad  faz tempo que a Apple não lança nada inovador. Não venha me dizer que o iPhone 5 ou o iPad Mini são inovações! Não são mesmo. São evoluções, nada mais que isso. Na verdade, eles ainda devem estar abalados com a falta do seu grande timoneiro ou estão se perdendo na qualidade de seus produtos, o que consequentemente impede as cabeças pensantes da empresa colocar inovações no mercado. O que lançaram ano passado por exemplo, não foram inovações, mas sim evoluções de produtos que fizeram a Apple ser reconhecida como uma grande empresa, mas que agora, anda sem rumo, perdida no limbo de seu sucesso do passado.

Apesar de minha visão ser apensa uma opinião pessoal, é notório que a magia de novos lançamentos tenha se perdido após a morte de Jobs. Eles até tentam, mas o brilho das keynotes e de novos lançamentos ficam ofuscados com a falta de inovações. Enquanto Samsung, Sony, HTC, dentre outras empresas e até Nokia, que anda com as pernas bambas por causa de sua omissão no passado, estão se saindo melhor que a Apple. E nem adianta vir dizer que o iPhone é o melhor telefone do mundo, que o iPad reina no universo dos tablets. Isso pode até ser uma verdade atual, mas se a Apple não se mexer, certamente voltará a ser apenas uma empresa que fabrica produtos para uma pequena elite de fãs, que pagam caro pra ostentar uma marca.

Não sei o que eles pretendem com essa tal tela retina, novo App de mapas e o tal Siri, pelo menos para este que vos escreve, são uma tremenda bobagem, não agregam inovações e tornam os produtos bem mais caros. Se optassem por telas maiores, possibilidade de expansão, produtos intermediários, não que isso seja inovação, sem dúvida já estariam dando um passo significativo. Vide os novos MacBooks retina por exemplo. Aparelhos caros e sem inovações significativas. Tenho observado também, como usuário do iMac e iPad, que a qualidade do software está muito aquém de quem um dia ostentou ser dono de um dos mais avançados sistemas operacionais do mundo. O OS X Mountain Lion de hoje, não se compara ao Snow Leopard de ontem, um sistema sólido e bem acabado. O Mountain Lion, por exemplo, é um consumidor abusivo de bateria, está mais lento, trava e não tem aquela solidez de antes. O mesmo acontece com o iOS que estacionou no tempo. Sua inovação foi ganhar multi tarefa, no mais, permanece o mais do mesmo. Por fim e muito pior, é essa tentativa de integrar SO´s no Mac e iPad, deixando-os com a mesma característica. Estão fazendo a mesma burrada que a Microsoft com seu Windows 8.

O que podemos aferir disso tudo é que a Apple já não é mais a mesma e já desconfiam de sua capacidade de inovar. Faz um bom tempo que pedem inovações, em especial seus usuários, mas para a infelicidade de todos a empresa se mantém fechada, em todos os sentidos. Com isso, acaba dando munição à concorrência. Talvez seja a hora dos homens responsáveis pela Apple começarem a escutar mais e pensar menos, afinal, a tecnologia é feita de oportunidades e inovações, não apenas de marca.

Hora de escolher a sua plataforma para desenvolvimento

dezembro 18, 2012 Deixe um comentário

Imagem original: http://luiztools.com/image.axd?picture=2012%2F6%2FMobilePlatforms.png

Dando continuidade ao assunto abordado no último post, os tablets chegaram ao mercado e com eles surgiram novas opções para quem quer garantir uma boa oportunidade de emprego ou renda no desenvolvimento de aplicações móveis.

 Hoje o mercado se divide em dois principais sistemas operacionais móveis – Android e iOS. Além dos dois, existem outros sistemas de menor utilização como o quase extinto Symbian e MeeGo da Nokia, o BlackBerry e mais recentemente o Windows 8, sistema da Microsoft que é usado tanto nos PC’s quantos nos tablets da empresa.

 O Android, sistema desenvolvido pelo Google em parceria com diversos fabricantes de telefones, tem como base o sistema operacional Linux e a linguagem de programação Java. Seu desenvolvimento é aberto através de ferramenta específica (SDK), e possibilita ao desenvolvedor acesso a todas as API’s para criação de qualquer tipo de aplicação, seja para smartphones ou tablets. A grande vantagem está em poder desenvolver em qualquer plataforma, seja Linux, Windows e Mac.

 Já a Apple, possui uma ferramenta completa para desenvolvimento de aplicações para o iOS, sistema operacional do iPhone, iPad, iPod e AppleTV. Um dos problemas no entanto para quem quer desenvolver para essa plataforma está primeiramente no preço. É necessário pagar U$100 anuais para ter acesso a todas as ferramentas, além de mais 30% do valor do aplicativo a ser disponibilizado em sua loja online. O segundo e talvez mais complexo é que todo o desenvolvimento é feito apenas em computadores da Apple, o que dificulta sobremaneira, especialmente devido aos preços dos computadores da empresa.

Avaliando os prós e os contras, os dois sistemas operacionais prometem inúmeras vantagens aos desenvolvedores. Basta no entanto saber utilizar as linguagens e as ferramentas e ter criatividade. Certamente qualquer programador terá chance de garantir uma boa receita com a venda de aplicativos, seja na App Store ou no Google Play. Então, o que você está esperando? Mãos a obra!

iTools, um dia você vai precisar dele!

setembro 23, 2012 6 comentários

iTools

Não existe nada mais incômodo após instalar uma nova versão do MacOS ou mesmo o Mac dar algum problema e não ter uma copia a biblioteca do iTunes.

Como o iOS atualmente permite fazer updates via OTA (Over-the-air) quase não sincronizo mais meus dados. Eventualmente faço um becape apenas. E isso torna-se um grande problema, afinal, é sempre bom ter um becape de seus gadgets.

Todo usuário da Apple sabe que eles não permitem copiar os dados de iGadget em um novo computador. Se tiver a cópia da biblioteca tudo bem, mas e se não tiver?

Já passei por isso inúmeras vezes e sei bem o quanto isso é frustrante. Qualquer alteração feita nas configurações do gadget, seus arquivos preciosos serão removidos.

Pesquisando, encontrei uma solução fantástica, e o melhor, é gratuita. Como vocês, o iTools!

Esse programinha é realmente bacana! Como ele, qualquer arquivo de um iPhone, iPad, iPod ou iQualquer coisa da Apple, o usuário pode copiar músicas, livros, filmes PDF’s sem se preocupar em perder os dados numa nova sincronização. Ele funciona de forma bem simples. Basta conectar o seu gadget e na coluna da esquerda, onde aparecem as pastas onde encontram-se os arquivos, selecione o que você quer copiar e no menu superior escolher a opção exportar. Da pra importar e apagar os dados também!

Como mencionei acima um dia você ainda vai precisar do iTools e a grande vantagem do app é que ele permite copiar todos os tipos de arquivos, o que facilita você ter sempre uma cópia de suas quinquilharias digitais. E aí, gostou da dica? Deixe seu comentário sobre o iTools. Espero que tenham gostado!

Baixe o iTools para Mac e Windows

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Sincronizando o iCal e Google Agenda

agosto 8, 2012 2 comentários

Imagem original: http://3.bp.blogspot.com/-5OGk9czYois/T8OZdUuUPUI/AAAAAAAABdA/45JRKMxjmAQ/s1600/foto-agenda-11.jpg

Para minimizar nossa perda de memória devido a agitação do dia a dia, nada como a velha e boa agenda. Todos os anos compro uma, mas nem sempre ela é utilizada como deveria. Nada como anotar os compromissos e lembretes no lugar certo. Não é por acaso que papel ainda é o melhor recurso para guardar nossas tarefas, sem ter a preocupação de uma pane em nossa memória.

Faz tempo que tento usar uma agenda em sua plenitude, mas o velho hábito de anotar tudo em rascunhos, sempre me deixou na mão quando mais precisei. Faço isso com muita regularidade, com isso, vou acumulando aquele monte de papel inútil, que no final acaba no lixo, me deixando maluco.

Desde que o iCloud se integrou ao iOS e Mac OS, permitindo sincronização em todos os gadgets da Apple, minhas anotações e compromissos estão sendo enviadas para a nuvem, assim, tenho tudo no iMac, MacBook, iPad e iPod Touch. Dessa família, só falta o iPhone, o qual foi substituído por um Android da LG, o Optimus Black.

Essa integração entre os iGadgets proporciona muita comodidade. Assim, mantenho meus compromissos e prazos sem o famoso esquecimento. Sim, minha profissão requer que minha agenda esteja sempre atualizada afim de prazos e compromissos não fiquem prejudicados. Com isso, ganhei um grande aliado e encostei a velha agenda de papel. O dueto iCloud + iCal tem feito a diferença!

Apesar dessa integração, ainda faltava algo. Como nem sempre estou com o iPad a tira colo, sempre fica aquele espaço vazio quando se trata de anotar os dados e os papeizinhos realmente foram abolidos. Um aspecto negativo é que nem todo dia a gente sai por aí com um iPad na mão para todas as atividades. O substituo natural seria então o iPhone, porém como não o tenho, até poderia usar o iPod Touch para substituí-lo, mas na moral, não sou o Woz que carrega dezenas de gadgets na mochila. Daí, o substituto  teria que ser meu Android.

Pesquisa daqui, uma googlada dali e pimba! Achei uma solução que minimizou o problema, permitindo a sincronia entre as duas agendas (iCal e Google Agenda). Para isso, basta uma conta no iCloud e uma no Google e seus problemas estrão resolvidos.

Como o Android é cria do Google, nada mais cômodo em usar o Google Agenda. Bom, mas como fazer isso? No início desanimei, nada que possibilitasse essa integração, mas numa busca mais refinada, eis que a solução é bastante simples e usual. Vamos então colocar a mão na massa.

Primeiramente é necessário integrar o iCal, seja do iPad, iPhone ou iPod e também o do Mac com os serviços do Google. Para isso, no iOS, basta configurar conforme as imagens abaixo e pronto, você terá acesso ao seu calendário online. Essa configuração é igual para qualquer dispositivo.

Abra as configurações do iOS e vá até a opção “Mail, Contatos e Calendários” para configurar o acesso a conta do Google.

Após abrir as configurações, é necessário adicionar uma nova conta, conforme a imagem abaixo.

Selecione a opção “Adicionar Conta…”

Neste momento, é necessário usar um dos serviços disponíveis. Para essa finalidade, vamos usar a opção “Microsoft Exchange”, conforme pode ser visto na próxima figura.

Escolha a opção “Microsoft Exchange” e passe para a próxima fase da configuração.

Será aberta as opções de configuração. Note que num primeiro momento, não será liberada a opção “Servidor”, conforme a imagem. Basta preencher os dados com seu usuário e senha e clicar em “seguinte”, após, surgirá a opção servidor como na imagem.

Quando surgir a opção “Servidor”, coloque o endereço: m.google.com e vá para a próxima tela.

Para finalizar a configuração de acesso da conta em seu iGadget, basta selecionar as opções que você necessitar conforme a imagem abaixo.

Nesta etapa da configuração, você pode escolher quais os serviços você pretende sincronizar.

Terminada a configuração no seu iPod, iPad ou iPhone, agora vamos configurar o Mac OS. O procedimento é bem parecido, mas você usa diretamente as configurações do iCal. Para isso, com o aplicativo aberto, vá no menu Calendário/Preferências/Contas. Em seguida faça:

1 – clique no botão “+” para adicionar uma nova conta;

2 – selecione o tipo de conta para CalDAV;

3 – insira o seu usuário e senha (usuário@gmail.com) e coloque a sua senha;

4 – após inserir a senha, é necessário colocar o link que fará a ligação com o Google Agenda (https://www.google.com/calendar/dav/seu_email@google.com/user) não mude a palavra user no final do link!

No menu preferências do iCal do Mac OS, insira os dados da conta do Google seguindo os passos acima.

Finalizada a configuração dos iGadgets, agora é hora de deixar seu celular pronto pra acessar sua conta no Google. A grande vantagem do Android é justamente a possibilidade de usar sua conta para gerenciar contatos, agendas e o próprio Play que requer acesso ao Google. Com isso, a configuração é mais simples, bastando usar as opções de sincronização do sistema e da conta, a qual irá trabalhar com o app de calendário. No caso do Optimus Black, a sincronização foi tranquila. Não posso afirmar que será a mesma para os demais aparelhos com Android.

Como é necessário ativar o Android com uma conta de email, vou partir do princípio que você cadastrou uma senha do Google. Agora basta proceder as configurações conforme as imagens abaixo.

Entre no app de configuração do Android e entre em “Contas e sincronização”.

Ao entrar nas opções de configuração, você já terá uma conta previamente configurada. Para selecionar as opções de sincronização, selecione a conta correspondente.

Note que a conta selecionada está apta a sincronizar as informações. Se as opções “Dados em segundo plano” e “Sincronização automática” estiverm desmarcadas, não será possível efetuar a sincronização.

Ao selecionar a conta a ser sincronizada, será oferecida as opções dos dados a serem sincronizados conforme a imagem abaixo. Selecione as opções preferenciais e saia da página de configuração.

Selecione a opção que lhe for mais útil e saia das configurações. Pronto, você já pode usar a agenda do Google e sincronizá-la com o iCal.

Na imagem abaixo, um exemplo da agenda do Android no LG Optimus Black.

Google Agenda sincronizado com o app agenda do Android.

Nas imagens abaixo, podemos observar a sincronização do mesmo evento entro o iOS, Mac OS e Android. O grande barato é que este mesmo evento pode ser manipulado em qualquer gadget ou até mesmo online, afinal, a sincronia entre as agendas bilateral.

Além dos sistemas testados, é possível fazer a sincronia usando o falecido Mozilla Sunbird. Neste link, você pode configurar o acesso a sua agenda na nuvem tanto no Linux quanto no Windows.

Finalizando, para o perfeito funcionamento, é necessário acessar as configurações descritas acima e ter conta no iCloud e Google. Na primeira configuração realizada, em ambos os sistemas funcionou pefeitamente.

E aí, o que você achou? Deixe seus comentários e dicas de outras maneiras de realizar a sincronia entre as duas agendas.

[]‘s

Para saber mais: Get Started with CalDAV, Calaboration e Ajuda do Mobile do Google

Pausa para o desabafo

abril 17, 2012 Deixe um comentário

Antes de tudo vou deixar claro que este texto é apenas uma opinião saudosista, de quem teve a felicidade ou talvez infelicidade de ter tido um Nokia em sua vida e hoje resolveu desabafar.

Pois bem, maluquices a parte, o fato é que a Nokia é a grande culpada pela minha falta de adaptação a nova safra de celulares e também de smartphones existentes no mercado.

Quem como eu iniciou sua jornada num modesto celular tijolão da Nokia no final dos anos noventa, ou até antes disso, sabe bem do que estou falando. De certo, podemos até ter opiniões divergentes, mas que algum celular da Nokia marcou sua vida, isso eu não tenho dúvidas.

Quando resolvi me arriscar nesse mundo sem fio, o que na época soava para muitos como fábrica de tomar dinheiro, afinal, as tarifas eram absurdas, dei de cara inicialmente com um Sony Ericsson. Na verdade era a única opção que cabia em meu orçamento. Era o típico celular tijolão. Anos após engracei com um modelo mais novo e tão pequeno da mesma empresa, que me perguntei como tive coragem de andar com um celular tão grande.

Ao longo do tempo veio a paixão pela Nokia. Aquilo sim era uma marca cobiçada e que fazia os olhos de muitos brilharem. O modelo 6120i era o favorito de muitos e acabou sendo um desejo. É bem verdade que nessa mesma época, os StarTacs da Motorola já eram tidos como tops, mas ainda sim um Nokia era um Nokia.

Junta daqui, espreme dali, eis que o tijolão foi vendido e comprei o 6120i, o que não deixava de ser um tijolinho. Assim começava um longo e promissor casamento, o qual durou até meu último modelo, um charmoso E63 azulado. Foi dali em diante que entendi o conceito de mobilidade. Era um celular simples, porém, com todos os requisitos que eu precisava.

Um adendo nessa narração. Nunca fui de comprar celulares caros. Sempre optei pelo basicão com frescuras, tipo uma tela colorida na época dos monocromáticos, um wi-fi em tempos de 3G, uma camerazinha VGA pra fotografia quando alguns modelos traziam rádio FM. No entanto, nunca fui de comprar coisas de última geração. Acho que em determinados aspectos, seria um gastos desnecessário, afinal, nunca usamos todos os recursos nos aparelhos tops de linha.

Na verdade, o que eu necessitava de um celular antes do Twitter e do Facebook, sendo este último menos importante, era mandar mensagens e receber ligações. Nada mais que isso, além é claro de jogar Snake. Porém, baleiando ou não, o Twitter me fez ver o mundo de uma nova forma e foi através do E63 que esfolei os dedos de tanto escrever. Daí em diante comecei entender o conceito de mobilidade.

Antes que me corrijam, afinal, mobilidade é muito mais que escrever 140 caracteres pra quem te segue, ressalto que nunca fui muito fã desse papo de usar o celular como forma de produtividade. Primeiro, a tela é muito pequena, e na moral, a minha miopia jamais me permitiria fazer algo decente numa tela diminuta. Segundo, o quesito mobilidade não está em apenas carregar documentos pessoais e baixá-los da nuvem. Acho que o buraco é mais embaixo, vai além do próprio conceito.  Então para este que vos escreve, esse papo de usar celular como opção ao computador é falho. Desculpe que não concorda.

Meu namoro com a Nokia acabou deve ter uns dois anos ou menos. Não me recordo bem a data. Nesse meio prazo dei de cara com um Android. A primeira impressão sempre é a que fica, então vou falar rasgado. Foi uma merda! Não sei o que a Samsung fez com o Froyo, mas não gostei nem um pouco do que me venderam. A bateria era uma lástima, coisa não muito diferente de outros modelos que embarcam as demais versões do sistema do robozinho verde.

Nessa hora eu volto no tempo e me sinto órfão de um Nokia. Aquilo sim era decente em se tratando de bateria. O Symbian, coitado, apesar de fazer parte de uma história recente de sucesso, fazia o casamento perfeito com o hardware, proporcionando uma boa performance nos aparelhos. Ficava mais de sete dias sem plugar o celular na tomada.

Hoje em dia isso é luxo. Celular e smartphone que fica mais de um dia sem precisar de uma carga ou é top dos tops, ou então é sorte. De boa, a autonomia da bateria de alguns aparelhos hoje em dia é vergonhoso.

Nesse vai e vem, acabei indo pro iPhone. De cara peguei um no qual seu principal problema também era a bateria. Rapaz de sorte! O 3GS num primeiro momento me soou como uma ótima opção. É o típico celular BBB. Barato, bom no início e uma b*$+@ no final. Sinceramente, mais uma vez a primeira impressão é a que fica. Tomei birra do aparelho. Capacidade pífia da bateria. Após uma update no iOS, que por sinal é um sistema fantástico, a coisa até melhorou, mesmo assim não me convenceu. Vendi. As vezes fico avaliando, tiveram tanto zelo com a bateria do iPad!!!

Pra quem não se importa com o quesito autonomia das baterias, certamente vão me achar um reclamão. Mas sinceramente, nada pior que precisar de um celular e na hora do vamos ver, a carga vai pro saco. É aí que olho para trás e vejo o quanto um Nokia fazia a diferença.

Tá bom que muita coisa mudou. Os processadores aumentaram sua capacidade, as telas estão mais brilhantes e maiores. Temos o 3G, a tecnologia wireless, os novos sistemas operacionais que exigem energia devido ao seu processamento, porém, as baterias não acompanharam essa upgrade e hoje nos deixam a ver navios.

Por isso eu culpo a Nokia, essa maldita finlandesa que me encantou com produtos simples em seus tempos áureos, mas eficientes para a época. É uma pena que a empresa não conseguiu acompanhar a evolução e fazer algo decente o suficiente pra impedir a Apple de criar o iPhone, o qual desencadeou uma reação em cadeia e fez surgir o Android e outros sistemas que tentam alcançar um voo mais alto e hoje pecam pela falta de autonomia em se tratando de bateria. Com isso tudo a Nokia perdeu seu foco, seus clientes e está perdendo aos poucos seu mercado. Infelizmente hoje ela tenta enfiar goela abaixo celulares de baixo custo, capados, com sistema absoleto e sem futuro como o S40, objetivando correr atrás do prejuízo. Tenta também ressurgir com os promissores Lumias e seu WindowsPhone.  Tá aí uma boa aposta, mesmo assim sou cético quanto ao SO.

Apesar das possibilidades que este último sistema adotado oferece e seu casamento com a Microsoft, na verdade a Nokia nunca mais foi a mesma, especialmente agora que ela começa a perder a liderança para a Samsung, a qual se aproveita da popularidade do Android e despeja no mercado celulares modernos e bonitos, mas que jamais conseguirão trazer aquela sensação gostosa de fuçar, como era num Nokia. Tenho saudades dos bons tempos do 6120i onde eu jogava feliz o Snake, mandava meus torpedos e não me preocupava com tantas firulas que hoje em dia andam enfiando nos celulares, o que detona a autonomia de suas baterias e acabam deixando os aparelhos  mais burocráticos, o que os torna sem graça.

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