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Meus primeiros passos com Raspberry Pi

setembro 4, 2013 2 comentários

RasPi Inside

Saudações povo bacana! Após uma boa temporada sem postar, eis que tirei um tempinho para relatar minhas aventuras com meu novo brinquedo, o Raspberry Pi.

Antes de iniciar meu relato, gostaria de esclarecer alguns pontos interessantes sobre esse fantástico computador. Muitos talvez desconhecem, mas esse pequeno grande notável surgiu como uma alternativa para ensinar a criançada a programar e fuçar em eletrônica. O projeto no entanto ganhou a simpatia dos nerds e geeks de plantão e acabou virando coisa de gente grande. No site do Raspberry existem inúmeros relatos de casos de sucesso de uso do computador mais barato do mundo.

O RasPi, como vou tratá-lo doravante, é vendido pelo preço aproximado de $35 (Obamas), isso lá fora. Aqui no Brasil, um país de tolos, o preço gira em torno de R$180,00 (Dilmas) na Farnell Newark, com todos os tributos inclusos, sendo este o melhor preço em terras tupiniquins. Coisas do Brasil…

Quando li algumas publicações sobre o RasPi, confesso que não dei muita atenção. Achava que era coisa de maluco. Eis que após muitos relatos, em especial no Br-Linux e Br-Mac, culpa do Augusto Campos, interessei pelo produto e acabei entrando para o time de doidos.

Adianto que as possibilidades com o RasPi são muitas. Pode-se criar um pouco de tudo. Não que ele seja um computador completo, afinal, com 700 Mhz de processamento, 512 de RAM e um processador ARM, não dá pra esperar muitas coisa dessa maquininha. Ledo engano! O RasPi proporciona bastante coisa interessante. Ah, antes que eu me esqueça, existem dois modelos, o “A” e o “B”. Optei pelo segundo em virtude do dobro da velocidade e a porta Ethernet. =)

Raspberry Pi

Com o computador na mão, comecei organizar as coisas como queria. Inicialmente minha proposta foi montar um servidor de arquivos. De quebra deixaria o Apache configurado juntamente com o PHP e MySQL para brincar de programação nas horas vagas. Para fazer todas essa parafernália funcionar é necessário baixar o sistema operacional e botar a mão na massa.

No site do projeto você pode baixar uma das imagens disponíveis. Lá você encontra o Raspbian, customização do Debian para o RasPi, uma versão do Arch Linux para processadores ARM, o Risc OS, o Pidora, versão customizada do Fedora além do OpenELEC e RaspBMC, ambas voltadas para montar um servidor multimídia. No meu caso, optei pela imagem do Raspbian, o qual gira em torno de 400Mb.

Para fazer o bicho funcionar é necessário instalar a imagem em um cartão SD. O RasPi possui um slot para este tipo de cartão. Sugere-se um cartão de 4 GB, no meu caso, optei por um de  8 GB. Vai saber o que vamos utilizar não é? Com a imagem baixada e descompactada você pode fazer a transferência pelo Linux usando o comando “dd” [dd bs=8M if=imagem_raspbian.img of=/dev/sdxx] ou então pode utilizar o Windows para gravar. Todas as minhas tentativas com o dd foram frustradas, não consegui dar o boot no cartão, sendo assim, optei pelo uso do Win32DiskImager. Você pode baixar ele aqui. O processo é bem simples e rápido. Feito o procedimento, basta cutucar o cartão no slot e partir para o boot.

O RasPi possui uma entrada Ethernet, duas portas USB, uma VGA, uma HDMI, além da saída de som e entrada de energia. Se você quiser usá-lo apenas na linha de comando, por padrão o SSH já vem habilitado bastando apenas conectar o cabo de rede e ligá-lo. Obviamente muitos gostam de fuçar na interface gráfica, sendo assim, antes de ligar o aparelho é fundamental conectar o teclado e o mouse bem como a entrada de vídeo. Feitas as conexões, basta ligar a energia, o qual pode ser feito com um carregador micro-usb. A maioria dos carregadores funcionam porém, fique atento, a fonte ideal tem que ter 5 V com  500mA para o modelo A. O modelo B necessita de 1 A.

Se todo o procedimento acima tiver corrido normalmente (procedimento de gravação da imagem), após o boot o sistema entra em modo texto e fica aguardando o usuário configurá-lo. Usando o comando “raspi-conf”, o sistema abre um configurador onde o usuário pode dar uma personalizada no sistema e deixá-lo redondinho. Isso porém, irei tratar em outros tópicos onde vou relatar os primeiros passos do processo de configuração básica até a configuração do servidor de arquivos, Apache dentre outras experiências com o RasPi. Fiquem ligados e até lá!

O que vocês estão fazendo com a Apple?

janeiro 21, 2013 Deixe um comentário

http://www.techguru.com.br/wp-content/uploads/2011/08/apple-ceo-steve-jobs-565x423.jpg

Se, de onde ele está, pudesse mandar uma mensagem para os responsáveis pela Apple, Jobs não seria nem um pouco educado e amável. Faz algumas semanas que venho acompanhando através das redes sociais e alguns sites a situação nada agradável das ações da maçã. Pode até ser um momento ruim do mercado da tecnologia, embora não creio, no entanto, se observarmos os tropeços e a falta de algo realmente novo, podemos julgar que a ausência de Jobs tem sido talvez o grande problema da maior empresa de tecnologia do mundo.

Desde o lançamento dos iPod, passando pelo iPhone e iPad  faz tempo que a Apple não lança nada inovador. Não venha me dizer que o iPhone 5 ou o iPad Mini são inovações! Não são mesmo. São evoluções, nada mais que isso. Na verdade, eles ainda devem estar abalados com a falta do seu grande timoneiro ou estão se perdendo na qualidade de seus produtos, o que consequentemente impede as cabeças pensantes da empresa colocar inovações no mercado. O que lançaram ano passado por exemplo, não foram inovações, mas sim evoluções de produtos que fizeram a Apple ser reconhecida como uma grande empresa, mas que agora, anda sem rumo, perdida no limbo de seu sucesso do passado.

Apesar de minha visão ser apensa uma opinião pessoal, é notório que a magia de novos lançamentos tenha se perdido após a morte de Jobs. Eles até tentam, mas o brilho das keynotes e de novos lançamentos ficam ofuscados com a falta de inovações. Enquanto Samsung, Sony, HTC, dentre outras empresas e até Nokia, que anda com as pernas bambas por causa de sua omissão no passado, estão se saindo melhor que a Apple. E nem adianta vir dizer que o iPhone é o melhor telefone do mundo, que o iPad reina no universo dos tablets. Isso pode até ser uma verdade atual, mas se a Apple não se mexer, certamente voltará a ser apenas uma empresa que fabrica produtos para uma pequena elite de fãs, que pagam caro pra ostentar uma marca.

Não sei o que eles pretendem com essa tal tela retina, novo App de mapas e o tal Siri, pelo menos para este que vos escreve, são uma tremenda bobagem, não agregam inovações e tornam os produtos bem mais caros. Se optassem por telas maiores, possibilidade de expansão, produtos intermediários, não que isso seja inovação, sem dúvida já estariam dando um passo significativo. Vide os novos MacBooks retina por exemplo. Aparelhos caros e sem inovações significativas. Tenho observado também, como usuário do iMac e iPad, que a qualidade do software está muito aquém de quem um dia ostentou ser dono de um dos mais avançados sistemas operacionais do mundo. O OS X Mountain Lion de hoje, não se compara ao Snow Leopard de ontem, um sistema sólido e bem acabado. O Mountain Lion, por exemplo, é um consumidor abusivo de bateria, está mais lento, trava e não tem aquela solidez de antes. O mesmo acontece com o iOS que estacionou no tempo. Sua inovação foi ganhar multi tarefa, no mais, permanece o mais do mesmo. Por fim e muito pior, é essa tentativa de integrar SO´s no Mac e iPad, deixando-os com a mesma característica. Estão fazendo a mesma burrada que a Microsoft com seu Windows 8.

O que podemos aferir disso tudo é que a Apple já não é mais a mesma e já desconfiam de sua capacidade de inovar. Faz um bom tempo que pedem inovações, em especial seus usuários, mas para a infelicidade de todos a empresa se mantém fechada, em todos os sentidos. Com isso, acaba dando munição à concorrência. Talvez seja a hora dos homens responsáveis pela Apple começarem a escutar mais e pensar menos, afinal, a tecnologia é feita de oportunidades e inovações, não apenas de marca.

Hora de escolher a sua plataforma para desenvolvimento

dezembro 18, 2012 Deixe um comentário

Imagem original: http://luiztools.com/image.axd?picture=2012%2F6%2FMobilePlatforms.png

Dando continuidade ao assunto abordado no último post, os tablets chegaram ao mercado e com eles surgiram novas opções para quem quer garantir uma boa oportunidade de emprego ou renda no desenvolvimento de aplicações móveis.

 Hoje o mercado se divide em dois principais sistemas operacionais móveis – Android e iOS. Além dos dois, existem outros sistemas de menor utilização como o quase extinto Symbian e MeeGo da Nokia, o BlackBerry e mais recentemente o Windows 8, sistema da Microsoft que é usado tanto nos PC’s quantos nos tablets da empresa.

 O Android, sistema desenvolvido pelo Google em parceria com diversos fabricantes de telefones, tem como base o sistema operacional Linux e a linguagem de programação Java. Seu desenvolvimento é aberto através de ferramenta específica (SDK), e possibilita ao desenvolvedor acesso a todas as API’s para criação de qualquer tipo de aplicação, seja para smartphones ou tablets. A grande vantagem está em poder desenvolver em qualquer plataforma, seja Linux, Windows e Mac.

 Já a Apple, possui uma ferramenta completa para desenvolvimento de aplicações para o iOS, sistema operacional do iPhone, iPad, iPod e AppleTV. Um dos problemas no entanto para quem quer desenvolver para essa plataforma está primeiramente no preço. É necessário pagar U$100 anuais para ter acesso a todas as ferramentas, além de mais 30% do valor do aplicativo a ser disponibilizado em sua loja online. O segundo e talvez mais complexo é que todo o desenvolvimento é feito apenas em computadores da Apple, o que dificulta sobremaneira, especialmente devido aos preços dos computadores da empresa.

Avaliando os prós e os contras, os dois sistemas operacionais prometem inúmeras vantagens aos desenvolvedores. Basta no entanto saber utilizar as linguagens e as ferramentas e ter criatividade. Certamente qualquer programador terá chance de garantir uma boa receita com a venda de aplicativos, seja na App Store ou no Google Play. Então, o que você está esperando? Mãos a obra!

Você está preparado para a era pós-PC?

dezembro 5, 2012 Deixe um comentário

Imagem original: http://www.techguru.com.br/wp-content/uploads/2012/06/tablets.jpg

E os tablets andam fazendo sucesso. Pelo menos para as pessoas físicas, já nas empresas…

A Câmara de Comércio Americano (Amcham) realizou recentemente uma sondagem junto aos executivos de TI e apurou que 67% dos entrevistados não acreditam que os tablets substituirão os notebooks e smartphones. Por outro lado, 27% das companhias já fazem uso do dispositivo liberando o uso para seus funcionários e 23% das empresas sinalizaram em utilizar o gadget nos próximos dois anos.

Essa é uma realidade nos Estados Unidos, país que está na vanguarda da tecnologia. Mas e aqui no Brasil, estamos preparados para utilizar um tablet, seja como uso pessoal ou nas empresas? É prematuro afirmar que teremos uma grande adesão a essa tecnologia. O primeiro e mais grave problema está no preço. Pagamos caro por um aparelho desses. Os melhores tablets ficam na casa dos mil reais. Existem opções mais baratas, porém a qualidade e experiência de uso deixam a desejar.

Pra quem ainda tem dúvida se vale a pena ter um tablet, isso pode ser mensurado no que você faz em seu computador. Basta avaliar a sua utilização no dia a dia. Para quem usa o PC para acesso a internet, redes sociais, bate papo, e-mails e documentos, um tablet pode sim substituir satisfatoriamente uma estação de trabalhou. A Apple por exemplo oferece um ecossistema completo para quem necessita de ferramentas de produtividade. A Microsoft também já se posicionou quanto a liberação de seu Office para o iOS e Android. Não podemos esquecer que ela lançou o Surface com Windows 8, o que pode popularizar ainda mais os tablets. Naturalmente,  não podemos ignorar o uso do computador, o qual reinará absoluto por muito tempo, afinal, existem algumas tarefas que os tablets ainda não fazem, sendo necessário maior poder de processamento.

É muito cedo para afirmar que essa nova tecnologia irá definitivamente substituir os computadores, mas no que depender das empresas, em breve eles serão o grande destaque, especialmente pela mobilidade e facilidade de uso. E você, já está preparado para usar um tablet? Se sim, compartilhe conosco sua experiência.

Dicas básicas para evitar dores de cabeça com seu computador

novembro 27, 2012 Deixe um comentário

Recentemente fui convidado pelo amigo Ítalo Coutinho para escrever sobre tecnologia em sua coluna, no Jornal de Negócios. Confesso que a tarefa num primeiro momento pareceu difícil, afinal, substituir o Professor Eduardo Melo não seria nada fácil. Apesar do receio, aceitei a proposta e botei a mão no teclado. Os textos, como poderão ver, são simples e tratam basicamente de tecnologia e dicas. Apesar do jornal possuir um site bacana, achei interessante trazer o material aqui para o blog, no intuito de contribuir com nossos frequentadores. Como disse, o material é simples mas acredito que pode ser útil. Semanalmente irei publicar um texto. O primeiro vai tratar de um assunto bastante o oportuno e espero que ajude aos usuários mais leigos. Vamos tratar de segurança, anti-vírus e pirataria. Espero que gostem. Forte abraço!

Dicas básicas para evitar dores de cabeça com seu computador

Sabe qual o melhor antivírus para computador? Você! Isso mesmo. Pode parecer estranho, mas se você adota medidas básicas de segurança quando tem um computador, isto reduz em mais de 50% de chances de sofrer algum problema com vírus, trojans e afins. Mas como fazer isso? Abaixo seguem dicas simples e básicas que irão proporcionar uma boa dose de segurança.

1) Ao adquirir seu computador, exija software original. Não abra mão disso! Um dos maiores problemas de infecção por pragas virtuais reside justamente nos softwares piratas. Além de ser crime previsto na Lei nº 9.609/98 de 20 de fevereiro de 1998, onde os programas de computador foram incluídos no âmbito dos direitos autorais, sendo proibidas a reprodução, a cópia, o aluguel e a utilização de cópias feitas sem autorização do titular do software, você ainda fica sem as atualizações de segurança liberadas pelo fabricante, assim, seu sistema estará vulnerável e totalmente desprotegido.

2) Não clique em tudo que ver por aí. Prudência é a palavra chave antes de matar seu desejo de acessar aquela suposta imagem ou mesmo uma notícia que chamou sua atenção. É através de sua curiosidade que a grande maioria dos crimes virtuais acontece. Evite abrir arquivos de e-mails desconhecidos. Nunca responda questionários de bancos e entidades do governo. Eles jamais entram em contato usando esse recurso. Como no volante, onde “na dúvida não ultrapasse”, na frente do computador “tendo dúvida, nunca clique.”

3) Site possuem códigos, códigos possuem programação. Se você é daqueles que adora visitar um site para baixa um programa, buscar uma chave válida para liberar um software pirata ou curte dar uma passadinha em sites adultos, tome cuidado. Ali reside um grande problema. Como todo site aceita códigos maliciosos, existe uma grande probabilidade de seu sistema ser infectado, ainda mais se estiver desatualizado.

4) Pra finalizar, talvez essa seja a dica mais importante. Use um bom antivírus, porém não se esqueça, tem que ser original! Se você não quer comprar, tudo bem. Existem ótimas opções free em sites como o Baixaqui, Super-Downloads e até mesmo no site de fabricantes como o Avira, Avast, dentre outros. Basta baixar configurar e usar sem moderação. Não se esqueça também de configurar o firewall do seus sistema. Ele contribui bastante para proteger seus dados.

Dizem que santo de casa sozinho não faz milagre. Portanto, seguindo essas dicas básicas, tendo um bom antivírus e um firewall devidamente configurado e não sendo tão curioso(a), certamente você terá boas chances de evitar problemas com crimes digitais.

Semana que vem tem mais. Gostou? Participe deixando seu comentário.

Até a próxima!  []`s

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