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Como instalar a versão 4.12 do KDE no openSUSE 13.1 e no Kubuntu 13.04 e posteriores

fevereiro 20, 2014 Deixe um comentário

OpenSUSE

Que tal atualizar o KDE no openSUSE 13.1 ou Kubuntu 13.04 e posteriores para a versão 4.12? O processo é bem simples. Basta abrir o terminal e inserir os repositórios e por fim atualizar o sistema. No openSUSE, abra o terminal como root e digite:

1) zypper ar -f http://download.opensuse.org/repositories/KDE:/Release:/412/openSUSE_13.1/ KDE_4.12

2) zypper ar -f http://download.opensuse.org/repositories/KDE:/Extra/openSUSE_13.1/ KDE_4.12_Extra

3) zypper dup ou zypper dup –from KDE_4.12 –from KDE_4.12_Extra

Já no Kubuntu, abra o terminal e digite os comandos conforme abaixo:

1) sudo add-apt-repository ppa:kubuntu-ppa/backports

2) sudo apt-get update && sudo apt-get upgrade

Feito o procedimento acima, você poderá desfrutar da versão mais atual do KDE para seu openSUSE ou Kubuntu. Gostou da dica? Deixe seus comentários. ;-)

APROVADO

Que tal uma upgrade em seu MacBook White? Eu fiz e recomendo

janeiro 30, 2014 8 comentários

MackBook White Unibody

Salve povo bacana. Após um pequeno intervalo sem post, não que me falte assunto, só tempo, eis que trago minha experiência recente com meu MacBook White.

Pois bem, em 2011 eu resolvi trocar meu notebook pelo MacBook. Das opções existentes acabei comprado o White. Sim, aquele branquinho que encarde muito, mas ainda consigo deixar ele como novo. Não me arrependo, mas bem que eu poderia ter desembolsado algumas Dilmas a mais e optado por um Pro.

O aparelho foi o último modelo todo branco fabricado pela Apple. É o unibody de 13 polegadas, um Core 2 Duo com 2,4Ghz e que veio com 2 GB de RAM DDR3 e um HD de 250 GB com 5.400 rpm. O grande barato dessa máquina é que ela veio equipada com uma placa de vídeo da NVIDIA, o modelo GeForce 320M de 256 MB, compartilhada com a memória principal. Em tempos de gráficos da Intel, não deixa de ser uma relíquia. Mais specs vocês podem conferir aqui.

Ao longo do uso coloquei mais 2 GB de RAM, cheguei a testar com 8, mas a diferença não foi significativa. Sim, ele suporta mais que o recomendado pelo fabricante, porém achei melhor deixar com quatro.

Posteriormente coloquei um HD de 500 GB. Melhorou bastante, afinal, eram 7.200 rpm, mas como nem tudo são flores, a cada nova versão do OS X a performance ficava sofrível.

Pesquisa daqui e dali, resolvi fazer uma upgrade mais radical. Após trocar ideias com algumas pessoas sobre o assunto e me informar bastante, resolvi aposentar o HD convencional e colocar um SSD. No início fiquei temeroso, não via com bons olhos esse tipo de armazenamento, mas após ler, reler e aprender sobre essa tecnologia e seus macetes, resolvi aderir.

SSD Corsair NEUTRON 250 GB

De todos os SSD que pesquisei, uma ressalva, o preço ainda é salgado, encontrei um modelo bacana, um CORSAIR da série NEUTRON, com 250 GB SATA 3 com um preço bem em conta. Com o HD em mãos fiz a upgrade. Me sugeriram colocar o SSD no local do SuperDrive, achei melhor não. Ainda gravo muitos CD’s e DVD’s e eu não queria capar o notebook.

Quanto a upgrade, não tem mistério, é bem simples. Quem já trocou disco rígido num MacBook não terá dificuldade nenhuma. Optei também pela instalação limpa do sistema operacional. Meus arquivos ficam num HD externo, portanto isso não seria problema. O chato é ter que ficar instalando tudo do zero e ter que fazer as upgrades gigantescas da Apple.

Uso do SSD

Resumindo a brincadeira, o notebook é outro. Impressionante como a velocidade de boot, a qual ficou em torno de dez a onze segundos para subir o sistema, bem como a abertura dos programas, que melhorou absurdamente de forma quase instantânea, inclusive os mais pesados, deu uma nova cara pro branquelo. Óbvio que estamos falando de um Core 2 Duo de 2.4 GHz, mas a performance do sistema ficou espetacularmente boa, sem falar que a bateria agradeceu, afinal, os SSD utilizam pouca energia em relação aos HD’s convencionais. Ganhei mais duas horas de carga. Com isso, o White ganhou uma ótima sobrevida. Resta saber até qual versão do OS X a Apple vai liberar para esse grande guerreiro futuramente.

The Twenty-Third Psalm – Ray Conniff

outubro 29, 2013 Deixe um comentário

Pra começar bem a semana.

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Poderia ter sido diferente

outubro 28, 2013 Deixe um comentário

carro

No dia sete de agosto de 2013 a revista Veja trouxe uma matéria bombástica em sua capa mostrando a tragédia no trânsito brasileiro. Quem leu teve a oportunidade de constatar a triste realidade e o caos em que se tornou o trânsito urbano e rodoviário em nosso país.

Pelas estatísticas apresentadas, só no ano de 2012 foram 60.752 mortos em acidentes de trânsito. Esses números superam as vítimas da guerra civil na Síria nos últimos 20 meses, a guerra do Iraque em três anos e a guerra do Vietnã em 16 anos.

No cômputo das vítimas, a maioria dos mortos eram jovens entre 18 e 34 anos de idade o que corresponde a 41% das vítimas fatais em 2012. Isso mostra que esse público é o mais atingido devido falta de responsabilidade e prudência quando o assunto é volante.

Hoje é normal para a grande maioria dos motoristas usar o telefone quando está dirigindo, seja falando ou mandando mensagens de texto; em segundo lugar está o hábito de guiar sob efeito de substâncias alcoólicas; na sequência temos como causa principal dirigir colado na traseira do carro à frente, desrespeitando a distância segura entre veículos, hábito comum dos rodas duras; deixar de ligar a seta e de usar o cinto de segurança são fatores que contribuem para as estatísticas e por fim, não fazer a manutenção básica de seu veículo juntamente com as demais citadas são as principais causas que contribuem para vítimas fatais ou feridas diariamente.

Dirigir sob influência de álcool multa  de R$1.915,38 e prisão

Dirigir sob influência de álcool multa de R$1.915,38 e prisão

De todas as causas acima, as mais absurdas estão relacionadas ao guiar após fazer uso da bebida alcoólica, falar ao celular e não usar o cinto de segurança. Pelo menos sob minha ótica.

Dirigir sob influência de bebidas alcoólicas  é uma infração de natureza gravíssima e está regulamentada no artigo 165 do CTB, onde o condutor perde sete pontos e o valor da multa é de R$1.915,38, multa essa que nem sempre é aplicada em seu valor máximo, ficando normalmente na casa de apenas um salário mínimo, o que aumenta ainda mais a sensação de impunidade. Não vou entrar no mérito sobre o valor, mas se esse montante fosse aplicado em sua plenitude, certamente a coisa seria diferente, ou não.

Já a infração relacionada a dirigir falando ao telefone celular, artigo 252 item IV, é uma infração de natureza média onde o condutor perde apenas quatro pontos, sendo a multa estipulada no valor de míseros R$84,13.

Falar ao celular enquanto dirige, quatro pontos na carteira e multa no valor de míseros R$84,13.

Falar ao celular enquanto dirige, quatro pontos na carteira e multa no valor de míseros R$84,13.

Por fim e talvez mais importante, o artigo 167 do CTB prevê que o condutor ou passageiro que deixar de usar o cinto de segurança cometerá uma infração grave, sendo que o condutor perderá cinco pontos e a multa é de R$127,69. Acho absurdo um agente de trânsito cobrar o uso do cinto de um condutor ou passageiro, coisa que cada pessoa deveria se preocupar ao entrar em um veículo. Nós somos responsáveis pela nossa segurança, não o agente, guarda de trânsito ou outro responsável pela aplicação da lei. Isso também serve para os motoqueiros que ainda não entenderam da importância do uso da viseira. É tão difícil compreender isso?

Um gesto simples que pode salvar vidas e ainda é ignorado por muitos.

Um gesto simples que pode salvar vidas e ainda é ignorado por muitos.

Pois bem, não gosto de publicar nada sobre minha vida profissional, afinal, as tragédias cotidianas sobre trânsito estão estampadas todos os dias nos principais portais da internet, jornais escritos, falados e televisivos. Outro fator que levo em conta é sobre a ética profissional, porém, todos os dias ou durante minhas missões é comum deparar com as infrações acima descritas onde em sua grande maioria, os condutores tentam se eximir das responsabilidades justificando o injustificável após cometer tais abusos.

Na minha profissão, missão dada é missão cumprida. Já tenho vinte anos de trabalho e posso garantir, já vi de tudo um pouco quando o assunto é segurança pública e trânsito. Todos os dias as mesmas histórias se repetem e pouco tem mudado. As campanhas governamentais, das ONGs e das policias, seja Rodoviária Federal ou Estadual, pouco tem conseguido de efetivo para mudar esse quadro absurdo quando o assunto é o trânsito e suas vítimas.

Falam em indústria de multa. Isso é estória de cobertura de irresponsáveis que usam seus carros como armas ou meros brinquedos e que ignoram as leis que regem o trânsito.  Tentam usar influência para não serem punidos pelos agentes de trânsito. Fogem de suas responsabilidade quando lhe é imputado a responsabilidade por um sinistro, utilizando brechas numa lei falha e conivente com a impunidade. Por fim, todos os dias, pais, mães, filhos, filhas e famílias morrem em nossas ruas e estradas por causa de animais racionais que ignoram suas obrigações como cidadãos que deveriam seguir a lei à risca.

Como citei dois parágrafos acima, nunca tratei de minhas atividade profissionais publicamente. Sempre primei pela descrição em abordar tais assuntos. Hoje porém vou quebrar essa regra pessoal e dividir um fato que me fez repensar e refletir sobre o futuro dramático que teremos caso esse quadro não mude. Creio que a lei já endureceu bastante em relação a punição desses irresponsáveis que dirigem e insistem em usar seus veículos como armas, mas ainda é necessário muito mais. É preciso sobretudo conscientização, responsabilidade e vergonha na cara.

Isto poderia ser evitado se as pessoas seguissem as regras básicas de circulação.

Isto poderia ser evitado se as pessoas seguissem as regras básicas de circulação.

Ontem, 26 de outubro, recebemos a missão de escoltar as provas do Enem/2013. Como sempre fomos cumprir nossa tarefa na certeza de que faríamos o melhor, garantindo que as provas chegassem aos mais de mil alunos da cidade sob nossa responsabilidade e fizessem a prova conforme regras estabelecidas pelo MEC. Às cinco da manhã nos deslocamos para mais um dia rotineiro de trabalho. Seriam ao todo três escoltas, uma para levar as provas ao seu destino e as outras duas para recolher até a agência de distribuição dos Correios. As duas primeiras escoltas aconteceram sem nenhum inconveniente. Nos horários estipulados cumprimos nossa missão sem nenhuma anormalidade. Faltava então aguardar o término das provas noturnas, dos sabadistas, a qual aconteceu exatamente por volta das 00h30, onde após o recolhimento dos malotes, procedemos o acompanhamento do veículo dos correios para o local estipulado para o recolhimento das provas.

Como militares temos que estar preparados para todo e qualquer tipo de eventualidade que possa acontecer durante nosso trabalho. É primordial ficar atento, mesmo que seja algo rotineiro. Como descrevi, até então nossa missão havia sido cumprida com êxito, estávamos prestes a termina-la e poder voltar para nossas famílias. Esse é o grande desejo de qualquer profissional de segurança pública no término de mais um dia de trabalho. Voltar para casa, para o convívio familiar, na certeza de que o dever foi fielmente cumprido.

Faltando cinco quilômetros para entrarmos na cidade onde as provas seriam recolhidas, numa lombada, os rumos de nossa atuação mudaram por alguns minutos. Nesse instante, num piscar de olhos, surge o início de um momento de crise e eis que tudo pode mudar o rumo alterar o estado de normalidade.

Uma ultrapassagem irregular somada à imprudência e imperícia quase causou uma tragédia. Num primeiro momento, as potenciais vítimas seriam os funcionários dos correios que conduziam as provas no veículo à frente de nossa viatura; por fim, talvez nós militares que estávamos terminando nossa missão poderíamos ter sido atingidos pelo mesmo veículo após o seu condutor ter perdido o controle numa tentativa desastrosa de ultrapassagem naquela lombada. O pior só não aconteceu porque este mesmo veículo saiu da pista, não capotando por milagre.

Boa parte dos acidentes de trânsito acontecem por imprudência. Já a maioria das colisões de veículos acontecem de frente.

Boa parte dos acidentes de trânsito acontecem por imprudência. Já a maioria das colisões de veículos acontecem de frente.

No instante em que isso aconteceu até retornarmos para dar os primeiros socorros, a impressão é de que todo o planejamento poderia ter um desfecho trágico por causa da irresponsabilidade de um despreparado, um irresponsável que ao tentar fazer uma ultrapassagem num local proibido, não colidiu de frente com dois veículos por sorte. Qualquer bom motorista sabe das regras essenciais para conduzir um automóvel, primando especialmente pela sua segurança e dos demais usuários da via.

Após retornarmos e verificarmos que não haviam vítimas, constatamos que o veículo estava com superlotação, haviam seis pessoas com idades entre 17 e 21 anos. Todos estavam sem cinto de segurança, o condutor, maior de idade, era inabilitado, guiava o veículo calçando apenas suas meias, havia ingerido bebida alcoólica,  fato este comprovado quando encontramos uma garrafa de vodca dentro do carro. Constatamos também que o automóvel não estava devidamente licenciado e por fim, estavam todos se dirigindo para uma festa em uma fazenda, local onde potencialmente iriam se embriagar ainda mais e ao final, voltariam usando a mesma rodovia e colocariam a vida de outras pessoas em risco. Agora fica minha pergunta: Isso é indústria de multa?

Voltando às estatísticas da revista Veja e analisando a situação vivenciada, mais uma vez tenho a plena certeza de que vai ser difícil mudar a concepção do brasileiro sobre sua responsabilidade quando o assunto é trânsito e volante. Quantos mais precisarão morrer? Na minha profissão, situações como essa tornaram-se rotina. Todos os dias famílias são separadas, pais, mães, filhos e amigos perdem suas vidas, corpos mutilados são retirados das ferragens dos veículos por causas de irresponsáveis que desafiam suas própria capacidade e colocam a suas vidas e de outras em risco.

Se as regras mínimas de circulação fossem cumpridas, somadas à forma responsável de conduzir veículos, as estatísticas seriam diferentes.

Se as regras mínimas de circulação fossem cumpridas, somadas à forma responsável de conduzir veículos, as estatísticas atuais seriam diferentes. Falta sobretudo educação dos condutores e pedestres.

Isso poderia ter terminado de outra maneira. Dessa vez a sorte estava ao lado de todos, mas nem sempre é assim. Pena que poucos levam essa questão a sério. O jovem foi preso e autuado em flagrante, recebendo as multas correspondentes às infrações cometidas. O veículo foi removido e seus amigos liberados. Eu e meus companheiros de trabalho voltamos para nossas casas. Graças a nosso bom Deus voltamos para nossas famílias com a certeza de que nossa missão foi cumprida. Porém nem sempre é assim, outros tantos não tiveram essa mesma sorte e sequer puderam se despedir de quem amavam. Tá na hora de cada um fazer a sua parte, tornar o trânsito menos violento, caso contrário, as estatísticas poderão ser mais assustadoras ainda. Por fim, isso não foi acidente, não pela situação em si onde não registramos vítimas, foi sim uma tentativa real de homicídio, onde um inabilitado, bêbado e irresponsável quase causou uma tragédia.

Acho que nem formatando…

setembro 4, 2013 Deixe um comentário

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Igual ou pior que o Windows… (Via Facebook)

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