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Pausa para o desabafo

Antes de tudo vou deixar claro que este texto é apenas uma opinião saudosista, de quem teve a felicidade ou talvez infelicidade de ter tido um Nokia em sua vida e hoje resolveu desabafar.

Pois bem, maluquices a parte, o fato é que a Nokia é a grande culpada pela minha falta de adaptação a nova safra de celulares e também de smartphones existentes no mercado.

Quem como eu iniciou sua jornada num modesto celular tijolão da Nokia no final dos anos noventa, ou até antes disso, sabe bem do que estou falando. De certo, podemos até ter opiniões divergentes, mas que algum celular da Nokia marcou sua vida, isso eu não tenho dúvidas.

Quando resolvi me arriscar nesse mundo sem fio, o que na época soava para muitos como fábrica de tomar dinheiro, afinal, as tarifas eram absurdas, dei de cara inicialmente com um Sony Ericsson. Na verdade era a única opção que cabia em meu orçamento. Era o típico celular tijolão. Anos após engracei com um modelo mais novo e tão pequeno da mesma empresa, que me perguntei como tive coragem de andar com um celular tão grande.

Ao longo do tempo veio a paixão pela Nokia. Aquilo sim era uma marca cobiçada e que fazia os olhos de muitos brilharem. O modelo 6120i era o favorito de muitos e acabou sendo um desejo. É bem verdade que nessa mesma época, os StarTacs da Motorola já eram tidos como tops, mas ainda sim um Nokia era um Nokia.

Junta daqui, espreme dali, eis que o tijolão foi vendido e comprei o 6120i, o que não deixava de ser um tijolinho. Assim começava um longo e promissor casamento, o qual durou até meu último modelo, um charmoso E63 azulado. Foi dali em diante que entendi o conceito de mobilidade. Era um celular simples, porém, com todos os requisitos que eu precisava.

Um adendo nessa narração. Nunca fui de comprar celulares caros. Sempre optei pelo basicão com frescuras, tipo uma tela colorida na época dos monocromáticos, um wi-fi em tempos de 3G, uma camerazinha VGA pra fotografia quando alguns modelos traziam rádio FM. No entanto, nunca fui de comprar coisas de última geração. Acho que em determinados aspectos, seria um gastos desnecessário, afinal, nunca usamos todos os recursos nos aparelhos tops de linha.

Na verdade, o que eu necessitava de um celular antes do Twitter e do Facebook, sendo este último menos importante, era mandar mensagens e receber ligações. Nada mais que isso, além é claro de jogar Snake. Porém, baleiando ou não, o Twitter me fez ver o mundo de uma nova forma e foi através do E63 que esfolei os dedos de tanto escrever. Daí em diante comecei entender o conceito de mobilidade.

Antes que me corrijam, afinal, mobilidade é muito mais que escrever 140 caracteres pra quem te segue, ressalto que nunca fui muito fã desse papo de usar o celular como forma de produtividade. Primeiro, a tela é muito pequena, e na moral, a minha miopia jamais me permitiria fazer algo decente numa tela diminuta. Segundo, o quesito mobilidade não está em apenas carregar documentos pessoais e baixá-los da nuvem. Acho que o buraco é mais embaixo, vai além do próprio conceito.  Então para este que vos escreve, esse papo de usar celular como opção ao computador é falho. Desculpe que não concorda.

Meu namoro com a Nokia acabou deve ter uns dois anos ou menos. Não me recordo bem a data. Nesse meio prazo dei de cara com um Android. A primeira impressão sempre é a que fica, então vou falar rasgado. Foi uma merda! Não sei o que a Samsung fez com o Froyo, mas não gostei nem um pouco do que me venderam. A bateria era uma lástima, coisa não muito diferente de outros modelos que embarcam as demais versões do sistema do robozinho verde.

Nessa hora eu volto no tempo e me sinto órfão de um Nokia. Aquilo sim era decente em se tratando de bateria. O Symbian, coitado, apesar de fazer parte de uma história recente de sucesso, fazia o casamento perfeito com o hardware, proporcionando uma boa performance nos aparelhos. Ficava mais de sete dias sem plugar o celular na tomada.

Hoje em dia isso é luxo. Celular e smartphone que fica mais de um dia sem precisar de uma carga ou é top dos tops, ou então é sorte. De boa, a autonomia da bateria de alguns aparelhos hoje em dia é vergonhoso.

Nesse vai e vem, acabei indo pro iPhone. De cara peguei um no qual seu principal problema também era a bateria. Rapaz de sorte! O 3GS num primeiro momento me soou como uma ótima opção. É o típico celular BBB. Barato, bom no início e uma b*$+@ no final. Sinceramente, mais uma vez a primeira impressão é a que fica. Tomei birra do aparelho. Capacidade pífia da bateria. Após uma update no iOS, que por sinal é um sistema fantástico, a coisa até melhorou, mesmo assim não me convenceu. Vendi. As vezes fico avaliando, tiveram tanto zelo com a bateria do iPad!!!

Pra quem não se importa com o quesito autonomia das baterias, certamente vão me achar um reclamão. Mas sinceramente, nada pior que precisar de um celular e na hora do vamos ver, a carga vai pro saco. É aí que olho para trás e vejo o quanto um Nokia fazia a diferença.

Tá bom que muita coisa mudou. Os processadores aumentaram sua capacidade, as telas estão mais brilhantes e maiores. Temos o 3G, a tecnologia wireless, os novos sistemas operacionais que exigem energia devido ao seu processamento, porém, as baterias não acompanharam essa upgrade e hoje nos deixam a ver navios.

Por isso eu culpo a Nokia, essa maldita finlandesa que me encantou com produtos simples em seus tempos áureos, mas eficientes para a época. É uma pena que a empresa não conseguiu acompanhar a evolução e fazer algo decente o suficiente pra impedir a Apple de criar o iPhone, o qual desencadeou uma reação em cadeia e fez surgir o Android e outros sistemas que tentam alcançar um voo mais alto e hoje pecam pela falta de autonomia em se tratando de bateria. Com isso tudo a Nokia perdeu seu foco, seus clientes e está perdendo aos poucos seu mercado. Infelizmente hoje ela tenta enfiar goela abaixo celulares de baixo custo, capados, com sistema absoleto e sem futuro como o S40, objetivando correr atrás do prejuízo. Tenta também ressurgir com os promissores Lumias e seu WindowsPhone.  Tá aí uma boa aposta, mesmo assim sou cético quanto ao SO.

Apesar das possibilidades que este último sistema adotado oferece e seu casamento com a Microsoft, na verdade a Nokia nunca mais foi a mesma, especialmente agora que ela começa a perder a liderança para a Samsung, a qual se aproveita da popularidade do Android e despeja no mercado celulares modernos e bonitos, mas que jamais conseguirão trazer aquela sensação gostosa de fuçar, como era num Nokia. Tenho saudades dos bons tempos do 6120i onde eu jogava feliz o Snake, mandava meus torpedos e não me preocupava com tantas firulas que hoje em dia andam enfiando nos celulares, o que detona a autonomia de suas baterias e acabam deixando os aparelhos  mais burocráticos, o que os torna sem graça.

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