Balanço final – Feliz 2009!

Dezembro 31, 2008

anonovo

Mais um ano se vai. 2008 certamente foi um ano e tanto. Num pequeno retrospecto das atividades do blog, percebi que valeu a pena o esforço, a dedicação, mesmo naquelas horas que pensei em desistir. Tá achando que é fácil manter um blog? Não é mesmo, especialmente quando o tempo é curto.

Comecei o ano falando da nova versão do KDE4 e o test drive que fiz. Muita coisa mudou de lá para cá e para melhor, mas mesmo assim ainda continuo fiel ao GNOME. Além disso, mencionei sobre uma forma bem bacana de restaurar o GRUB em caso de problemas. Finalizando o mês, relatei sobre a upgrade que o WordPress recebeu, e bota upgrade nisso!

Em fevereiro duas matérias se desatacaram das demais.  Rompi definitivamente os grilhões do software proprietário, pelo menos em meus computadores. Não uso mais o Windows, apenas Linux e Ubuntu mais especificamente. Apesar dessa mudança radical, ainda temos que enfrentar a indiferença de alguns sites por aí que ignoram usuários Linux. Deixei de navegar nas praias do Terra devido a falta de suporte ao sistema do pinguim no TV Terra. Já resolveram a questão. Ao menos agora podemos acessar e ver os vídeos sem aquela mensagem incomoda de que o sistema operacional não foi reconhecido.

No mês seguinte deparei com uma situação inusitada. Comprei um Dual Core e recebi um Celeron. Essa experiência eu relatei em março. Ainda bem que repararam a burrada bem rápido, porque eu estava ansioso para testar a nova versão do Debian-CDD, que virou BRDesktop e fazer minha declaração do imposto de renda antes do leão me morder.

Mal acabei de enviar meu imposto de renda e instalar o Gutsy em  meu novo laptop, eis que  chega o Hardy Heron, e o melhor, em uma versão LTS. Isso foi em abril. Infelizmente alegria de pobre dura pouco, uma maldita dengue acabou com minha felicidade. Passei meu aniversário de cama, porem, após recuperado, foi hora de explorar as potencialidades do Virtual Box.

Notebook novo e rodando bem o Hardy, no entanto uma coisa me deixava satisfeito e insatisfeito ao mesmo tempo.  A satisfação era em relação às atualizações disponibilizadas para o Linux. Um pequeno problema é resolvido em poucas horas e não é necessário esperar toda primeira terça-feira de cada mês para uma solução. O que  me deixava insatisfeito  porém era a placa de vídeo de meu recém comprado notebook, uma Chrome 9. A VIA até então não dava sinais de evolução em seus drives no universo Linux. Porém surgia uma luz no fim do túnel, então era esperar para comprovar. Enquanto isso não acontecia, o jeito era testar e mudar a interface de meu Ubuntu com novos temas e  o AWN. Confesso que ficou muito show o resultado final. Outra coisa bacana que aconteceu, em maio, começei meu namoro com o EeePc.

Em junho continuei a buscar a interface perfeita. Nessa brincadeira resolvi ressuscitar meu Palm Z22 que estava um bom tempo encostado. Assim pude controlar melhor minhas atividades da faculdade. Mas nem tudo são flores e arrumei uma briga feia com o Pulse Audio. Buscando soluções para a ‘pendenga’ do audio, acabei encontrando o Portal GNU/Linux MG.

Enfim chegou o segundo semestre. De cara tivemos a notícia do projeto de lei do Senador Azeredo que quer definitivamente censurar a internet em pleno 2008. É um lástima um projeto como este. Tanta prioridade e os caras estão preocupados em colocar cabresto na web. Sem comentários! Mas é isso, cada povo tem os governantes que merece. Falando em merecer, o blog teve um bom crescimento. Fomos merecedores da confiança de vários internautas que aportaram aqui e o  fizeram ser um dos que mais cresceu no WordPress. Valeu pela confiança! Julho também foi um mês agitado. Conheci o Conky. Programinha fino esse. Tive a grata surpresa em saber que a VIA estava de vento em popa no desenvolvimento dos drives de suas placas de vídeo para Linux, apesar disso continuei em busca da solução para o drive Chrome 9. No final do mês eis que surge o inesperado. Tivemos que desatolar uma vaca literalmente. E olha que a atividade era um futegole.

O mês de agosto surgiu com a promessa de retorno do Planeta Ubuntu Brasil o início das olimpíadas de Pequim e a notícia de que o Orkut agora é brasileiro.  Enquanto isso, usava o Start-Up Manager como canivete suíço para o GRUB e transformava meu namoro em casamento. Enfim, comprei meu EeePc. Confesso, o netbook é realmente uma mão na roda. Além da compra, o blog fez um ano de estrada. Ali tive a certeza de estar no caminho certo, bastava continuar o trabalho de forma a não perder a credibilidade. Percebi também a diferença quando um desenvolvedor prioriza a coletividade. É muito gratificante ver que exploram todas as possibilidades visando atingir todos os públicos e usando todas as tecnologias disponíveis. A Rádio Ativa FM aqui de minha cidade mostrou-se na vanguarda quando fez isso.

O mês de setembro foi só felicidade, afinal, estava em lua de mel com meu EeePc, mesmo assim arrumei um tempinho e participei de um meme muito legal, onde pude mostrar um pouco de meu desktop. Como de costume, sempre buscando a cara perfeita para meu GNOME.

Em outubro mudei de ares. Resolvi fazer um curso na capital do pão de queijo. Bão demais sô! Eita terra boa, mas ainda sim prefiro a tranquilidade do inteior. Nessa aventura, meu EeePc foi o melhor companheiro. Enquanto me atualizava, aguardava ansioso pela chegada do Intrepid Ibex.

Eis que o chega o Intrepid com a promessa de uma nova interface e inúmeras melhorias. Infelizmente não pude usufruir da nova versão do Ubuntu. Motivo? A Chrome 9 da VIA não permitiu. O sistema não instalava, sequer dava boot. Simplesmente travava. Não me abati com isso, afinal o Hardy me atendia bem. Fica no entanto aquela frustraçãozinha lá no fundinho, afinal, ubunteiro que se preza sempre baixa e instala a nova versão. Bom, já que não deu certo, o jeito foi tocar o barco. Uma das minhas prioridades foi reunir com os colegas da faculdade para ir pensando em nosso TCC. Em paralelo, resolvi divulgar a idéia do Aurélio Verde, ou seja, colher sugestões para seu próximo livro e colhi também sugestões de matérias sobre Linux para enviar ao pessoal do Olhar Digital. Como eles mencionaram que não possuem idéias de como abordar assuntos relacionados ao Linux, nada melhor que dar aquela forcinha. Agora é aguardar que elas venham ao ar no próximo ano. Finalizando o mês, postei um tuto de como instalar o BrOffice 3 no Hardy. Usurpei o post do blog do André Gondim.

Hum… este post era pra ficar pequeno, pelo visto excedi um pouco, mas tudo bem, já estou terminando, igual 2008. Enfim dezembro chegou. Com ele chegou também  o espírito natalino e a esperança  de um novo ano repleto de realizações. Bem antes do natal resolvi me presentear com um novo notebook. Depois de pesquisar muito voltei às origens, comprei um Dell. Essa foi a primeira marca de laptop que adquiri, isso quando iniciei minha faculdade. Na época era um Inspiron 1100, dessa vez investi em algo melhor, comprei um Inspiron 1525. Seguirá comigo até o final de minha jornada acadêmica. Satisfeito com minha nova aquisição resolvi turbiná-lo com o vários recursos e alguns softwares legais como o Songbird e o TheLastRipper. Posso dizer que esse notebook em minha ótica é uma obra de arte. Me atende muito bem e com a etiqueta do Ubuntu, ficou mais bonito ainda.

Resumindo meu 2008, entre altos e baixos, consegui chegar ao final com a certeza do dever cumprido, em todos os sentidos, em todas as esferas. O mais importante que me aconteceu esse ano foi retornar para o convívio de minha família. Fiquei um ano morando só. Confesso, é difícil! Não que eu tenha levado uma vida de cachorro, mas estudar, trabalhar e cuidar da vida é muito complicado. Quem ficou feliz com minha decisão foi minha mãe e minha namorada. Fiz isso por vocês!

Agora é hora de olhar para o futuro. Há muito o que ser feito ainda. Existe um enorme CAMINHO a ser seguido, porém nada melhor que a colaboração e a liberdade para isso. Valeu apena!

Feliz 2009 à todos! Que o próximo ano nos proporcione muitas conquistas e vitórias e que sejamos abençoados por Deus com muita saúde e faz.


TheLastRipper

Dezembro 31, 2008

lastripper

Neste natal fui presenteado por minha namorada com uma cesta na qual veio um ótimo vinho, um livro maravilhoso e um cd fantástico do maestro Eduardo Lages. Nada melhor que um bom livro, um ótimo vinho e uma música perfeita para acompanhar.

Sou um consumidor sem limites de música. Neste quesito sou bastante exigente e não curto qualquer porcaria que andam lançando por aí. Meu gosto é variado, sou bastante eclético. Minhas preferências são MPB, clássicos, instrumentais, oldies, passando de Ray Conniff a Andre Rieu, de Paul Mauriat a Titãs e lógico, um bom pop/rock para apimentar ainda mais minha coleção.

Ultimamente porém não tenho comprado mais CD’s como antes. Estou trabalhando agora na digitalização de minha pequena coleção. Dez vez em quando também baixo alguns álbuns pela internet de coisas que realmente me interessam. Porém não uso esses recursos como forma de difundir pirataria e ganhar dinheiro, pelo contrário, são para meu usufruto.

Sempre curti também música online. Fui ouvinte assíduo da antiga RadioClick, porém, depois que descobri o Last.FM, diria que minha concepção de música online mudou drasticamente. Ali tenho como montar playlists bem legais, minhas rádios prediletas e ainda juntar alguns amigos que compartilham do mesmo gosto que eu.

Nada melhor que juntar o útil ao agradável, porém ainda sentia falta de algo. Ouvir é ótimo, porém guardar para ouvir quando der vontade, no MP3, no trabalho, é outra coisa.

Pesquisa daqui, pesquisa dali, li alguns tutoriais e encontrei o que estava procurando,  o TheLastRipper. Esse programinha proporciona baixar os streams do last.fm em MP3, organizando tudo em pastas, com fotos, M3U, SMIL e PLS.

O barato é que existe versão para Linux, Windows e MacOS. No caso do Linux, estão disponíveis pacotes para o Ubuntu, Mandriva, OpenSuSe e ainda os fontes para serem compilados.

A instalação é bem básica no caso dos pacotes para as distribuições mencionadas, bastando clicar e deixar o gerenciador de pacotes fazer o trabalho. Para quem optar em instalar usando os fontes, existe um script  no pacote ‘tar.gz’ que também se encarrega de fazer a instalação para o usuário.

O TheLastRipper é um daqueles programas que não podem faltar. Sua utilização é bastante simples e não requer nada de mirabolante. Li alguns relatos de usuários reclamando que o programa não funciona. Mas isso não é real. Basta apenas utilizar as tags do last.fm e pronto, logo você estará baixando sua coleção de MP3. Obviamente é necessário ter uma conta no last.fm, caso contrário não é possível baixar os arquivos. Ao abrir o programa pela primeira vez, é solicitado o usuário e senha.

tela_login

Além das configurações da conta, o usuário ainda pode configurar a rede, caso haja proxy, criar diretórios específicos para cada estilo a ser baixado e selecionar as opções de playsits disponíveis.

Como mencionei, a interface do TheLastRipper é muito simples. Após conectado, basta o usuário selecionar sua estação predileta e deixar o programa efetuar os downloads. Existem várias tags predefinidas, porém, após uma busca no last.fm, pode-se inserir  qualquer tag disponível na caixa e o sistema se encarrega do resto.

selecao_station

No meu caso, como curto diversos tipos de sons, visitando a página principal do last.fm, verifiquei as principais tags e já comecei a montar minha coleção pessoal. São inúmeras possibilidades, basta pesquisar sua preferência e baixar à vontade. Na figura abaixo, mudei as opções do ‘globaltags’ e coloquei ao final MPB, imediatamente o sistema começou o download de vários títulos de artistas brasileiros.

tela

Em resumo, o TheLastRipper é sem dúvida um programa simples e que cumpre bem o que promete, ou seja, baixar músicas do last.fm. Existe no site a nota do projeto sobre como utilizar o programa e baixar as canções. O projeto  alerta que em alguns  países  possuem leis rigorosas quanto baixar conteúdo com copyright via internet, portanto, é fundamental que o usuário tenha pleno conhecimento, depois, é só baixar e se divertir a valer com sua coleção de MP3.


Para descontrair

Dezembro 29, 2008

27_11_08_lino_e_wino

Retirado daqui.


Dell Inspiron 1525

Dezembro 24, 2008

Conforme eu havia mencionado neste post, recentemente comprei um notebook. Após pesquisar e pechinchar bastante,  consegui fechar um ótimo negócio com a Dell.

A máquina chegou bem antes do que haviam prometido. Olha que ainda cheguei a alterar algumas configurações após fechar o negócio! O prazo estipulado era ontem (23/12), porém recebi o note, acreditem, no dia 15/12, uma semana antes do prometido. Ponto para a Dell.

A configuração montada ficou bastante em conta. Ele é um Core 2 Duo com 2 Ghz, HD Sata de 250Gb e 3 Gb de RAM (promoção) além da motherboard, Chipset, Video e Audio da Intel. O dispositivo wireless é da Broadcom, o que me deixou imensamente preocupado no momento da instalação, mas depois foi só alegria.

Intrepid Ibex rodando no Dell Inspiron 1525, mo detalhe o Compiz em ação.

Ubuntu 8.10 rodando no Dell Inspiron 1525, no detalhe o Compiz em ação.

Ao abrir a caixa, como é de praxe, verifiquei se estava faltando algum acessório. Após tudo ok, de posse do CD do Intrepid, fui logo colocando no drive e efetuei o processo de instalação. Infelizmente a Dell do Brasil não vende seus produtos com Linux, então nem me dei ao trabalho de acessar o Vista Home Basic que veio pré-instalado. Dei o boot e já mandei ver na instalação.

Uma dica importante para aqueles que querem utilizar o Ubuntu é que após a  instalação, é fundamental que a máquina esteja ligada a uma rede física, visto que os drives da placa wireless não são reconhecidas por padrão. Na verdade até são, porém por se tratar de drive  proprietário, a instalação é feita após, usando os pacotes dos respositórios. Daí a importância em estar plugado.

O procedimento de instalação é o mesmo de sempre, não há nenhum mistério. O Compiz é reconhecido, a resolução do vídeo também e o audio é bastante satisfatório. Não comprei com web cam, portanto não sei dizer se existe algum problema de compatibilidade.

Bom, só posso dizer que essa foi a “compra”. Após uma frustração com o notebook anterior devido a placa de vídeo ser da VIA, posso dizer que agora estou mais que satisfeito. Realmente valeu cada centavo pago.

A performance é fantástica! Não tive problemas em rodar videos e incompatibilidade com o compiz.  Não houve nenhum problema como travamentos e lentidão. Rodei o TORCS e Flight Gear sem nenhum engasgo, porém, nesse caso é necessário desabilitar os efeitos de tela. Resumindo, o Intrepid está rodando maravilhosamente bem. Recomendo o Inspiron 1525 de olhos fechados, quem ainda tem alguma dúvida, pode comprar sem medo nenhum de ser feliz. ;-)


Feliz Natal!!!

Dezembro 23, 2008

feliz_natal1